Logo R7.com
RecordPlus

Zelensky afirma que EUA pressionarão Kiev e Moscou por acordo para fim de guerra até junho

Trump quer realizar a próxima rodada de negociações trilaterais já na semana que vem, em Miami

Internacional|Do Estadão Conteúdo

  • Google News
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, em Davos: 'Guerra tem que acabar' Denis Balibouse/Reuters - 22/01/2026

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que os Estados Unidos deram a Kiev e a Moscou um prazo até junho para alcançar um acordo que encerre a guerra iniciada há quase quatro anos.

Segundo ele, caso não haja entendimento até esse período, o governo do presidente americano, Donald Trump, deverá aumentar a pressão sobre ambos os lados para forçar um desfecho.


“Os americanos estão propondo que as partes encerrem a guerra até o início deste verão do hemisfério norte e provavelmente exercerão pressão sobre as partes exatamente de acordo com esse cronograma”, disse Zelensky a repórteres.

“Eles dizem que querem fazer tudo até junho. Farão tudo para acabar com a guerra e querem um cronograma claro de todos os acontecimentos”, acrescentou.


Rodada em Miami

O presidente ucraniano afirmou ainda que os EUA sugeriram realizar a próxima rodada de negociações trilaterais já na semana que vem e, pela primeira vez, em território norte-americano, provavelmente em Miami.

“Confirmamos nossa participação”, disse.


O novo prazo sucede as conversas trilaterais mediadas por Washington em Abu Dhabi, que terminaram sem avanços concretos diante de exigências consideradas inconciliáveis.

A Rússia pressiona a Ucrânia a se retirar do Donbass, onde os combates seguem intensos, condição que Kiev afirma que jamais aceitará.


Em mensagem divulgada também neste sábado, via Telegram, Zelensky voltou a criticar Moscou e cobrou reação dos países envolvidos no processo diplomático.

“Todos os dias, a Rússia pode optar pela diplomacia de verdade, mas escolhe novos ataques”, afirmou.

Segundo ele, é necessário impedir que o Kremlin use o frio como instrumento de pressão, o que exige mais apoio militar ao país.

“Para isso, são necessários mísseis para os sistemas Patriot, NASAMS e outros. Cada remessa nos ajuda a atravessar este inverno”, disse, agradecendo aos parceiros que “realmente colaboram”, sem elencar nomes ou países.

Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.