Zelensky tenta ganhar sobrevida na guerra, mas vitória ucraniana é inviável; veja análise
Kiev busca mais apoio militar e luta contra avanços de Moscou, que tem vantagem significativa dentro e fora do campo de batalha
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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A Ucrânia concordou com aliados europeus sobre novos pacotes de apoio energético e militar. O país busca apoio entre parceiros enquanto luta para evitar os avanços da Rússia no campo de batalha e os ataques aéreos ao sistema energético.
Depois de uma reunião no chamado “Formato de Berlim” na última sexta-feira (13), o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky afirmou que esperava obter novo apoio, incluindo mísseis de defesa aérea. Segundo o professor Bruno Pasquarelli, o líder corre contra dois relógios: o do presidente americano Donald Trump, que tenta forçar um acordo de paz, e o outro, o tempo da própria guerra.

“Uma vitória da Ucrânia sobre a Rússia hoje em dia é praticamente inviável. Então, o Zelensky tenta prolongar as suas ações, fazer algum tipo de investida também contra o território russo”, analisa em entrevista ao Conexão Record News. Mas ainda que Kiev possua o apoio da maior potência militar do mundo — os Estados Unidos —, a vantagem de Moscou no conflito é significativa.
Os ataques russos a grandes cidades prejudicaram a estrutura energética da Ucrânia e deixaram milhões sem energia. A Rússia lançou cerca de 1.300 drones de ataque, 200 bombas aéreas guiadas e dezenas de mísseis balísticos só na última semana. Enquanto isso, parte da motivação de Washington para acordar o fim da guerra é uma tentativa de aproximação com os russos.
“A gente tem, claro, a importância de conter a China, então ter um bom relacionamento com Putin nesse sentido, ter um bom relacionamento com a Rússia. Claro, temos o fator de paz, no sentido de queremos o fim de uma guerra, uma guerra que tem causado muitos problemas para a população.”
Mas, é preciso considerar ainda a própria personalidade de Trump, argumenta Pasquarelli, “que é uma personalidade que quer mostrar que consegue solucionar conflitos, que quer mostrar que consegue trazer algum tipo de ganho para os Estados Unidos.”
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