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JR ENTREVISTA: ‘Não existe legislação que prevê proteção a policiais’, diz diretora da Adepol

Delegada Raquel Gallinat frisa que policiais são especialmente vulneráveis quando não estão exercendo a atividade fim

JR Entrevista|Do R7

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A convidada do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (24) é a delegada Raquel Gallinati, diretora da Adepol do Brasil (Associação dos Delegados de Polícia do Brasil). À jornalista Natalie Machado, ela fala sobre ameaças que recebeu quando exercia o cargo de secretária de Segurança de Santos (SP), a necessidade de leis para proteger quem combate o crime e a falta de cuidado com a saúde mental de policiais.

Empossada na Secretaria de Segurança de Santos, no litoral de São Paulo, em junho de 2024, a delegada Raquel Gallinati pediu exoneração do cargo em maio deste ano, meses antes do assassinato de Ruy Ferraz, secretário de Administração de Praia Grande, por, segundo a polícia, pessoas ligadas ao PCC (Primeiro Comando da Capital).

Gallinati conta que atuava para combater crimes "a varejo" — como furto de celular, prática de adegas clandestinas, comercialização de peças de ferro-velho — quando começou a ser ameaçada. "Recebi ameaças de morte em decorrência da minha atuação institucional. Houve a necessidade de ter um planejamento estratégico em relação à minha segurança pessoal dentro dos recursos que a prefeitura possibilitava", lembra.

Ela reforça a necessidade de leis para proteger policiais, principalmente quando eles estão em momentos de folga ou lazer, situações que os deixam mais vulneráveis. "Não existe legislação nenhuma no nosso país que prevê mecanismos de proteção para aquele que combate o crime. É por conta e risco do policial. É como se, quando optássemos por integrar as forças de segurança pública, estivéssemos anuindo, de forma tácita, a um pacto certo com a morte", salienta.

Raquel Gallinati também comenta sobre a existência de um pensamento predominante na sociedade segundo o qual o policial seria uma figura "invencível".

"Existe um silêncio atrás de cada farda, de cada distintivo. A gente pode falar que é a síndrome do 'Ethos do guerreiro'. É um conceito em que a sociedade espera do policial uma força invencível, seja uma força física, mental, de coragem. E muitas vezes aquele policial, que é humano e está fragilizado, não se permite essa fragilidade emocional", explica, referindo-se à cultura de que integrantes das forças policiais não podem aceitar derrotas nem desistir, mesmo diante de grandes dificuldades.

O JR Entrevista também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.




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