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Ações que marcam os sete anos do rompimento da barragem começam nesta segunda (19)

Para famílias e sobreviventes, a dor e a busca por respostas permanecem

JR na TV|Do R7

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Começaram hoje as ações que marcam os sete anos do rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho. A tragédia deixou 272 mortos e duas vítimas seguem desaparecidas. Para famílias e sobreviventes, a dor e a busca por respostas permanecem. 

Pedro Henrique, ajudante de produção que sobreviveu ao desastre, lembra da irmã morta: “Hoje a gente não ter ela aqui... Dói demais. Ela era a única pessoa, às vezes, que eu conseguia conversar”. Priscila Elen da Silva, de 29 anos, foi atingida pela lama enquanto trabalhava na mineradora. Sua mãe recorda o momento em que soube da morte da filha: “Eu comecei a ligar, eles não atendiam mais, a Priscila não atendeu mais. Chamava, chamava, chamava...” 

O rompimento liberou 12 milhões de metros cúbicos de rejeitos, contaminou propriedades e cursos d’água, incluindo o Rio Paraopeba. Nesta semana, familiares e atingidos fizeram um ato simbólico no local da tragédia, plantando rosas em homenagem às vítimas. “É muito importante que a gente não deixe que esse crime seja esquecido. Fazer essa memória é, talvez, a coisa mais importante da nossa vida”, afirmou Maria Regina, vice-presidente da Associação das Vítimas de Brumadinho (Avabrum). 

O acordo de reparação, firmado em 2021, prevê R$ 37 bilhões para compensação e restauração dos danos, atendendo 25 municípios afetados. A Vale informou que, até dezembro, 81% das obrigações foram cumpridas e que mais de 17 mil pessoas já foram indenizadas. Para os sobreviventes, a recuperação da vida segue difícil. “Nada voltou ao normal, né? Todo dia a gente vive um pouco aquele pesadelo”, disse Pedro Henrique. 


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