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Classificação de CV e PCC como terroristas pelos EUA aumenta tensão diplomática com o Brasil

O Planalto defende que as facções criminosas brasileiras não se encaixam no conceito de terrorismo porque visam apenas o lucro e não têm motivação política

JR na TV|Do R7

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A possível classificação do Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital como grupos terroristas pelo governo americano aumentou a tensão diplomática entre o Brasil e os Estados Unidos.  

O enquadramento internacional de facções como organizações terroristas anunciado pelo governo americano pode implicar em consequências legais e econômicas para os grupos criminosos. Os objetivos são sufocar o fluxo de dinheiro das facções no exterior e limitar o poder financeiro ao território nacional.  

Entre as medidas previstas estão: sanções financeiras; bloqueio de bens; processos criminais nos Estados Unidos, que podem se estender a empresas e pessoas; e restrições de visto. Porém, o que mais preocupa o governo brasileiro é a possibilidade de agências de inteligência e as forças armadas americanas atuarem de forma direta, com a interceptação de embarcações e a incursão em território nacional.  

Foi com o argumento de combater o narcoterrorismo que o governo americano enviou tropas até a Venezuela para capturar o ditador Nicolás Maduro. Na última terça-feira (10), o departamento de estado americano divulgou nota em que afirma que os Estados Unidos veem organizações criminosas do Brasil, incluindo o PCC e o CV como ameaças significativas à segurança regional devido ao seu envolvimento com o tráfico de drogas, violência e crime transnacional e que estão totalmente comprometidos em tomar as medidas adequadas contra grupos estrangeiros envolvidos em atividades terroristas.  

O assunto tem aumentado a pressão diplomática entre Brasil e Estados Unidos. O Itamaraty prefere manter sigilo sobre as conversas que tem mantido com autoridades americanas, mas o chanceler Mauro Vieira negocia junto à Casa Branca para tentar impedir a classificação das facções como grupos terroristas.  

No último domingo (8), Mauro Vieira já havia conversado por telefone sobre o tema com o secretário de estado americano, Marco Rubio. O Planalto defende que as facções criminosas brasileiras não se encaixam no conceito de terrorismo porque visam apenas o lucro e não têm motivação política ou ideológica. O assunto divide opiniões entre aliados do governo e a oposição.  

Uma reunião entre Lula e o presidente Donald Trump chegou a ser prevista para acontecer em Washington, agora em março, mas até agora, o encontro não teve data definida, nem foi desmarcado. 


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