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Em um ano, setor de combustível gerou R$ 61 bilhões de lucro para o crime organizado

Na reportagem especial desta terça-feira (2), veja como quadrilhas atacam caminhões-tanque e até dutos que levam combustíveis

JR na TV|Do R7

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O setor de combustível é atualmente muito mais lucrativo para o crime organizado do que o tráfico de cocaína. Em um ano, gerou R$ 61 bilhões. Na reportagem especial desta terça-feira (2), veja como quadrilhas atacam caminhões-tanque e até dutos que levam combustíveis. Os alvos são dutos que levam petróleo e derivados a distribuidoras, postos e aeroportos. Uma rota mapeada por quadrilhas interessadas em desviar combustíveis altamente lucrativos.  

Só no primeiro semestre deste ano, foram 17 furtos no país. Boa parte das tubulações é subterrânea e passa por locais públicos. Criminosos escavam cerca de dois metros para chegar aos dutos - técnica chamada de trepanação. Depois da perfuração, são instaladas válvulas. Em seguida, mangueiras levam o líquido até o caminhão, que faz a distribuição clandestina. São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais são os estados mais críticos.  

As fraudes operacionais, como roubo e furto de combustível, causam um prejuízo fiscal estimado em R$ 15 bilhões por ano. Os criminosos tiram proveito da logística. Para chegar aos postos, o caminho é longo. São 8.500 quilômetros de dutos. A distância é equivalente a uma viagem de ida e volta de Florianópolis, em Santa Catarina, até Manaus, no Amazonas.  

O furto de combustível pode provocar desabastecimento. Isso já aconteceu no maior aeroporto do país. Na ocasião, foi identificado desvio de querosene em um duto de Guarulhos, na Grande São Paulo. Por segurança, as empresas deixaram de encher o tanque dos aviões por um dia. Querosene furtado é usado para abastecer aeronaves de facções criminosas.  

É um mercado em expansão. A venda ilegal de combustíveis já se tornou mais rentável do que o tráfico de cocaína, segundo um estudo do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Todos os anos, 13 bilhões de litros são vendidos ilegalmente. Cerca de mil postos estariam nas mãos do crime organizado. Para tentar coibir as perfurações, empresas investem em mais segurança. 


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