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Governo federal eleva imposto sobre cigarros para compensar redução de encargos sobre combustíveis

Medida visa compensar redução de tributos em combustíveis e gera debate entre especialistas

JR na TV|Do R7

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O governo federal aumentou o imposto sobre cigarros para compensar a redução de encargos sobre os combustíveis. A medida divide opiniões: enquanto alguns especialistas apontam que o preço mais alto pode reduzir o consumo, outros alertam para o risco de expansão do mercado ilegal. 

Na segunda-feira, o governo elevou o IPI do cigarro de 2,25% para 3,5%. Com isso, o preço mínimo do maço pode subir de R$ 6,50 para R$ 7,50, impactando diretamente o bolso dos consumidores. “Tem muitas pessoas que são viciadas que vão deixar de comer para fumar, porque é um vício, né? Mas tem muita gente que vai acabar parando por conta do custo”, disse um estudante. 

Segundo especialistas, o aumento de preços é uma das formas mais eficazes de reduzir o consumo. “Nas regiões onde houve esse aumento, nos países, o fenômeno foi ou parar de fumar ou reduzir o número de cigarros fumados por dia”, afirmou o pesquisador Paulo Saldiva. Estimativas indicam que a medida pode evitar mais de 145 mil mortes em dez anos. 

Por outro lado, há preocupação com o avanço do mercado ilegal. Hoje, 31% dos cigarros consumidos no Brasil são clandestinos. “Ao criar medidas como essa, o governo acaba empurrando esse consumidor de baixa renda pro mercado ilegal”, disse um advogado. A Receita Federal intensificou o combate: só em 2025, quase 125 milhões de maços ilegais foram apreendidos. Entidades do setor afirmam que o aumento de impostos fortalece o crime organizado e reduz a arrecadação. 


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