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'Orelhões': concessionárias começar a retirar telefônicos públicos das ruas do país

Os orelhões deixaram de ser uma obrigação das empresas de telefonia por causa do fim dos contratos de concessão das linhas fixas

JR na TV|Do R7

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Com a chegada do celular, os famosos "orelhões", aqueles telefones públicos que ficavam espalhadas pelas ruas do país, perderam espaço na vida dos brasileiros. Os poucos que restaram vão começar a ser retirados pelas concessionárias ainda este mês. Os aparelhos serão mantidos apenas em municípios onde não há rede de celular disponível. Espalhados pela cidade, os orelhões faziam parte do cotidiano. Com a popularização do celular, foram caindo em desuso. Atualmente já viraram até itens de colecionador, Rivaldo tem mais de 30 mil cartões telefônicos.  

Os orelhões deixaram de ser uma obrigação das empresas de telefonia por causa do fim dos contratos de concessão das linhas fixas. Em 2020, eram mais de 200 mil no país. Nesta sexta (23), restam cerca de 38 mil. A partir deste ano, as empresas de telefonia começam a retirar, pouco a pouco, os orelhões.  

Até 2028, cerca de nove mil aparelhos ainda vão permanecer em funcionamento em regiões sem cobertura de celular. Para o restante do país, o som tão familiar do telefone público deve ficar apenas na lembrança. A responsabilidade pela retirada e destinação dos orelhões é das operadoras. Parte dos equipamentos deve ser encaminhada para sucata, e parte para colecionadores.  

Em Itu, no interior de São Paulo, o orelhão virou ponto turístico e vai permanecer. Em outras partes do mundo, telefones públicos ganharam nova função. Na Inglaterra, as famosas cabines vermelhas se tornaram minibibliotecas, pontos de recarga de celulares e guardam até desfibriladores para emergências. O Japão conhecido pelos avanços tecnológicos, ainda mantém os telefones públicos.  

Em 2011, após um forte terremoto no país a comunicação por celular entrou em colapso. Mas um som, velho conhecido, se manteve firme: o sinal de linha do telefone público. Naquele dia, em várias regiões, essas cabines foram fundamentais: para avisar a família, para pedir socorro, para dar notícias. Tudo de graça. 15 anos depois, o Japão segue como vitrine do futuro e, ainda assim, mantém esse "Plano B" em funcionamento. As cabines continuam em pontos estratégicos, como estações de trem, prédios públicos e ruas. Não por saudosismo, mas por segurança.  

Nos anos 80, o país chegou a ter cerca de 930 mil telefones públicos. Com a explosão dos celulares, o número caiu, mas ainda existem cerca de 120 mil aparelhos em operação. Em desastres, a rede móvel não falha só por falta de energia. Ela também congestiona porque milhões de pessoas tentam se comunicar ao mesmo tempo e esses telefones permitem chamadas para os familiares, a polícia e para os bombeiros, mesmo quando o acesso pelo celular fica difícil. Foi em 2011 que o Japão entendeu, na prática, que só a tecnologia não basta. 


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