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PF faz operação para investigar disseminação de vírus em ararinhas-azuis em criadouro na Bahia

Operação apura descumprimento de protocolos sanitários em criadouro de espécie ameaçada

JR na TV|Do R7

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A Polícia Federal fez uma operação para investigar a disseminação de um vírus em "ararinhas-azuis" em um criadouro na Bahia. A espécie de ave é rara e está ameaçada de extinção. Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Curaçá, no norte baiano, e também em Brasília. Segundo a PF, empresas e pessoas ligadas à reintrodução da ararinha-azul à natureza descumpriram protocolos sanitários exigidos para uma espécie em extinção. 

A operação foi realizada depois que o Instituto Chico Mendes constatou que 31 ararinhas-azuis estavam contaminadas pelo "circovírus", que é potencialmente grave e letal. Todas passaram pelo mesmo criadouro na Bahia. Só que 11 delas já haviam sido soltas em uma área de caatinga. Um risco de contaminação para outras espécies. 

"A gente sabe que esse tipo de circovírus é endêmico da Austrália, mas como ele veio parar aqui, a rastreabilidade dele a gente ainda não tem. Está sendo feito sequenciamento genético desse vírus", explica Cláudia Sacramento, coordenadora do Icmbio.  

As investigações apontaram que o criadouro não fez o isolamento sanitário, a testagem e recolhimento das aves. Os responsáveis vão responder pelos crimes de disseminação de doença, matar animais da fauna silvestre e obstrução de fiscalização ambiental. A pena pode chegar a oito anos de prisão. 


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