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Polícia investiga se há outras vítimas de técnicos de enfermagem suspeitos de assassinar pacientes

Suspeitos confessaram uso de medicamentos letais para acabar com a vida de pacientes

JR na TV|Do R7

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A polícia investiga se há outras vítimas dos técnicos de enfermagem suspeitos de assassinar ao menos três pacientes na UTI de um hospital particular do Distrito Federal. Um crime cometido justamente por quem deveria cuidar e salvar vidas.  

Além do principal suspeito, Marcos Vinícius de Araújo, a técnica de enfermagem Marcela da Silva, de 22 anos, também confessou participação nos crimes, de acordo com as investigações. Ela afirmou que se arrepende de não ter impedido Marcos. O homem injetou altas doses de uma medicação que provocou parada cardíaca nos pacientes.   

A outra técnica de enfermagem, Amanda Rodrigues, de 28 anos, não confessou participação nos crimes. Os três vão responder por homicídio qualificado e se condenados podem pegar de 12 a 30 anos de prisão para cada um dos assassinatos. Marcos Vinícius trabalhou em vários hospitais nos últimos cinco anos e, antes de ser preso, atuava na UTI neonatal de outra unidade de saúde. Amanda tinha oito anos de experiência na área, enquanto Marcela estava no primeiro emprego. Os três não tinham antecedentes criminais.  

No depoimento, Marcos apresentou versões contraditórias sobre a motivação dos crimes. Primeiro, disse que o hospital estava tumultuado, o que o teria deixado nervoso. Depois, afirmou que quis "aliviar a dor dos pacientes". Câmeras de segurança registraram Marcos adulterando receitas médicas, retirando medicamentos da farmácia e aplicando as substâncias nas vítimas.  

As mortes ocorreram entre novembro e dezembro. Um dos pacientes, João Clemente Pereira, de 63 anos, havia apresentado complicações no pós-operatório, mas mostrava sinais de melhora. Situação parecida com a da professora Miranilde Pereira da Silva, de 75 anos. Ela recebeu quatro aplicações da medicação e sofreu seis paradas cardíacas. Já Marcos Raymundo Fernandes, de 33 anos, chegou ao hospital com fortes dores abdominais. Segundo a família, ele se recuperava bem quando sofreu quatro paradas cardíacas. 


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