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Procuradora-geral dos EUA presta depoimento no Congresso americano sobre o caso Epstein

Pam Bondi acusou os congressistas democratas de realizarem um ataque coordenado contra o governo de Donald Trump

JR na TV|Do R7

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A procuradora-geral dos Estados Unidos prestou depoimento no Congresso Americano sobre o caso Epstein. Pam Bondi defendeu a atuação do governo diante dos três milhões de documentos divulgados. Logo no início da audiência, a procuradora-geral dos Estados Unidos expressou solidariedade às vítimas de abusos de Jeffrey Epstein, a quem ela chamou de "monstro". O que se viu depois, na Comissão Judiciária da Câmara, foram cinco horas de embates acalorados entre a representante do governo Trump e parlamentares.  

Uma deputada democrata pediu a Pam Bondi que se desculpasse com as vítimas presentes, porque o Departamento de Justiça divulgou informações pessoais. A procuradora classificou o pedido como um teatro. E questionou o motivo de a mesma pergunta não ter sido feita ao ex-presidente Joe Biden. Pam Bondi acusou os congressistas democratas de realizarem um ataque coordenado contra o governo de Donald Trump. Ela ainda defendeu que a pasta teve apenas 30 dias para organizar três milhões de documentos. E que a baixa taxa de erros foi corrigida rapidamente.  

No Reino Unido, a crise do governo ganha novos desdobramentos. A imprensa britânica revelou que o ex-príncipe Andrew compartilhou documentos confidenciais com Jeffrey Epstein sobre oportunidades de investimento em ouro e urânio no Afeganistão. A realeza apoia as investigações sobre o caso. Andrew sempre negou qualquer irregularidade na relação com o abusador sexual, morto em 2019. O clima se manteve tenso e o presidente da comissão, liderada pelos republicanos, chegou a pedir para que a procuradora-geral não gritasse ao responder as perguntas.  

No mês passado o Departamento de Justiça divulgou, o que vem chamando de "Lote Final" de mais de 3 milhões de páginas de documentos do caso. Nos arquivos aparecem nomes de milionários e poderosos que teriam mantido laços com Jefrrey Epstein, mesmo depois dele ter sido condenado por abuso sexual e aliciamento de menores para prostituição. O departamento afirmou ter sido transparente na revisão dos documentos e que trechos dos documentos foram mantidos em sigilo para proteger vítimas de Epstein, apesar da divulgação dos nomes de algumas delas.  

Na audiência desta quarta (11), Pam Bondi alegou que o Departamento de Justiça teve apenas 30 dias para revisar milhões de páginas e que, embora tenham ocorrido falhas, a taxa de erro foi considerada "muito baixa" por sua equipe. Além da política e do círculo de milionários dos Estados Unidos, o caso Epstein movimenta também o governo inglês e a família real britânica.  

A polícia do país afirmou nesta quarta (11) que está progredindo o mais rapidamente possível para iniciar uma investigação sobre a suspeita de que o Príncipe Andrew, de 65 anos, irmão mais novo do Rei Charles III, que em 2010 era enviado comercial do governo, tenha compartilhado documentos confidenciais com Jefreey Epstein.  

O nome e fotos do Príncipe Andrew com uma adolescente, aparecem entre os milhões de documentos do caso, já divulgados pelo Departamento de Justiça Americano. Após as revelações o Rei Charles, determinou a perda dos títulos de nobreza e no início do mês, expulsou o irmão do palácio de 30 quartos, onde ele morava havia 20 anos. Quem já é investigado é o ex-assessor do primeiro-ministro Keir Starmer, Peter Mandelson. Mandelson é suspeito de passar informações sigilosas do governo para Jeffrey Epstein.  

Documentos bancários sugerem que entre 2003 e 2004, Epestein tenha depositado US$ 75 mil na conta de Mandelson e do marido dela, o brasileiro Reinaldo Ávila da Silva. Diante da pressão, Peter Mandelson renunciou ao cargo na Câmara dos Lordes, o senado inglês e se desligou do Partido Trabalhista, onde era um nome influente.  

Apesar disso, a crise ainda ameaça o governo do primeiro Minsitro Keir Estarmer, que enfrenta pedidos de renúncia, por ter mantido e promovido Mandelason mesmo após as primeiras provas de envolvimento dele com Jeffrey Epstein. 


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