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Voluntários de ONGs percebem aumento nos casos de maus-tratos contra gatos em desafios na internet

Para identificar os autores, a polícia de São Paulo se infiltra em comunidades virtuais e monitora transmissões

JR na TV|Do R7

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O Jornal da Record mostra com exclusividade o trabalho de ONGs que resgatam e acolhem animais. Os voluntários têm percebido um grande aumento nos casos de maus-tratos contra gatos em desafios na internet. “Já teve gato que chegou com hérnia diafragmática por causa de chute na barriga, com marca do pé na barriga, com rabinho estourado por causa de bombinha”, relata Susan Yamamoto, presidente de uma ONG. São meses de trabalho para que os animais fiquem saudáveis e sociáveis, situação bem diferente de quando são encontrados. 

ONGs como a de Susan recebem gatos vítimas de agressões graves. André Tal, de São Paulo, mostra Rocha, que levou um chute e ficou com a boca torta, mas hoje está bem de saúde e aguarda adoção. Vitinho, outro resgatado, precisou de cirurgia para estabilizar a coluna e perdeu os movimentos das patas traseiras. “É muito difícil. A gente consegue doar um ou dois no ano, com sorte, para pessoas muito especiais”, comenta Susan sobre a adoção de gatos paraplégicos. 

James, um gatinho preto, chegou à ONG com a boca colada com cola instantânea e precisou de atendimento veterinário para voltar a se alimentar. Outra ONG tem uma sala especial para recém-resgatados, incluindo gatos torturados com maçarico em desafios na internet. “Hoje a gente vê já casos de mutilação, de enforcamento. Atrocidades que a gente achava antes. E hoje ficou mais comum. As pessoas sabem e não fazem nada. E sentem prazer”, diz Perla Poltronieri, presidente da instituição, que recebe cerca de 40 gatos por mês vítimas de maus-tratos nas redes sociais. 

Para identificar os autores, a polícia de São Paulo se infiltra em comunidades virtuais e monitora transmissões. “O motivo principal de tudo é a gente conseguir interceder, fazer com que o servidor saia do ar, para que a gente possa tentar salvar esse animal. E a partir de então, animal salvo, a gente começa as investigações para identificar, sim, esse autor desse crime bárbaro”, explica Lisandréa Salvariego, coordenadora do Núcleo de Observação e Análise Digital. “A gente sabe que tem muita gente agora, o nosso papel é identificar esses indivíduos que fomentavam esses crimes”, completa Artur Dian, delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo. 


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