Justiça Federal prorroga prisão de três investigados na Lava Jato
Irmão do ex-ministro José Dirceu, Luís Eduardo de Oliveira permanecerá atrás das grades

O juiz federal Sérgio Moro prorrogou nesta sexta-feira (7) a prisão temporária de três investigados na 17ª fase da Operação Lava Jato, realizada segunda-feira (3). Com isso, eles ficarão mais cinco dias atrás das grades, na carceragem da PF (Polícia Federal) em Curitiba.
Com a decisão, Luiz Eduardo de Oliveira e Silva, irmão do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu; Roberto Marques, ex-assessor de Dirceu; e o empresário Pablo Alejandro Kipersmit ficarão presos por mais cinco dias (até 12 de agosto) na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba.
Leia mais notícias de Brasil e Política
Na decisão, Sérgio Moro explicou que a manutenção da prisão é necessária para que Polícia Federal termine de analisar as provas obtidas com os mandados de busca e apreensão.
— Do exame do material, pode surgir a necessidade de diligências suplementares, como novas buscas e apreensões, novas inquirições e acareações.
Soltura
Por outro lado, o juiz mandou soltar Olavo Hourneaux de Moura Filho e Júlio Cesar dos Santos. O primeiro é irmão do lobista Fernando Moura, que teria indicado Renato Duque para a Diretoria de Serviços da Petrobras. Já Júlio César dos Santos era sócio de Dirceu na JD Consultoria. Segundo as investigações, a empresa era usada para receber propina.
Moro explicou em sua decisão que não vislumbra "necessidade de prorrogação".
— A própria autoridade policial não requereu a prorrogação da prisão temporária do primeiro. Quanto ao segundo, apesar das provas, em cognição sumária, de seu envolvimento em crimes de lavagem de dinheiro, aparenta ter um papel menor no grupo criminoso, com o que a prorrogação da temporária não é necessária. Assim, expeçam-se alvarás de soltura em relação a ambos.
