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Abordagem termina com homem baleado nas costas e família denuncia abuso policial em MG

Luiz Fernando foi atingido na região lombar, com comprometimento do fígado, e precisou ser entubado; família pede por justiça

Minas Gerais|Do R7, com Regiane Moreira da RECORD Minas

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Um homem de 37 anos foi baleado durante uma abordagem da Polícia Militar em Bom Despacho, MG.
  • A família denuncia abuso de autoridade e pede justiça, alegando que a abordagem foi agressiva.
  • Luiz Fernando Alves, a vítima, foi atingido pelas costas após interação com os policiais e está em estado grave no hospital.
  • A Polícia Militar afirma ter agido por sinais de embriaguez, mas a família contesta a versão, e o caso será investigado.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Esposa também afirma que foi impedida de se aproximar do marido após ele cair ferido Reprodução/RECORD Minas

Um homem de 37 anos foi baleado durante uma abordagem da Polícia Militar de Minas Gerais em Bom Despacho, na região Centro-Oeste do estado, nesta quarta-feira (24). O caso aconteceu próximo à casa da vítima e é alvo de questionamentos por parte da família, que denuncia abuso de autoridade e pede justiça.

Segundo relatos, Luiz Fernando Alves da Silva estava ajudando a esposa Kendicce Frutuoso após o carro dela apresentar defeito mecânico na rua. Ele teria ido até o local de forma apressada, sem camisa e descalço, na tentativa de resolver rapidamente a situação.


De acordo com a mulher, uma viatura da Polícia Militar parou atrás do veículo com giroflex ligado e um dos policiais iniciou uma abordagem de forma agressiva, o que deu início a uma discussão. A esposa afirma que o militar alegou que Luiz Fernando apresentava sinais de embriaguez e que faria o teste do bafômetro. Durante o desentendimento, o homem teria questionado a conduta do policial e foi informado de que poderia ser preso por desacato.

Na sequência, segundo a professora, os policiais utilizaram spray de pimenta para conter a situação. Em seguida, um dos agentes teria disparado uma arma de choque contra a vítima. Ainda conforme o relato, Luiz Fernando virou de costas após sentir os efeitos do choque, momento em que outro policial efetuou dois disparos com arma de fogo, atingindo-o pelas costas.


A mulher também afirma que foi impedida de se aproximar do marido após ele cair ferido. Ela relata que a ambulância do Samu demorou cerca de uma hora e quinze minutos para chegar ao local.

Luiz Fernando foi socorrido e levado para a Santa Casa de Bom Despacho. Segundo informações médicas repassadas à família, ele foi atingido na região lombar, com comprometimento do fígado, e precisou ser entubado. Há indicação de necessidade de hemodiálise.


Mesmo com o estado de saúde considerado grave, a esposa afirma que não tem conseguido visitar o marido. Segundo ela, foi expedido um mandado de prisão contra Luiz Fernando por desacato, direção perigosa e embriaguez, apesar de, segundo a família, não ter sido realizado teste para comprovação.

Em nota, a Polícia Militar informou que a abordagem ocorreu após identificação de um veículo estacionado de forma irregular. A corporação afirma que o condutor apresentava sinais de alteração psicomotora e que foi necessário o uso progressivo da força diante da resistência.


A instituição, no entanto, não detalhou as circunstâncias dos disparos, nem explicou por que o homem, que estaria desarmado, foi atingido pelas costas. A família contesta a versão oficial e cobra esclarecimentos. “Ele é um trabalhador. Mesmo que não fosse, estava indefeso. Foi covardia”, afirmou a esposa.

O caso deve ser investigado para apurar a conduta dos policiais envolvidos e as circunstâncias da abordagem.

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  • Um homem de 37 anos foi baleado durante uma abordagem da Polícia Militar em Bom Despacho, MG.
  • A família denuncia abuso de autoridade e pede justiça, alegando que a abordagem foi agressiva.
  • Luiz Fernando Alves, a vítima, foi atingido pelas costas após interação com os policiais e está em estado grave no hospital.
  • A Polícia Militar afirma ter agido por sinais de embriaguez, mas a família contesta a versão, e o caso será investigado.

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