Minas Gerais Acusado de matar esposa na frente das 4 filhas é condenado em MG

Acusado de matar esposa na frente das 4 filhas é condenado em MG

Sentença foi de 20 anos em regime fechado; crime aconteceu no dia 28 de dezembro de 2020, em Três Corações, no Sul de Minas

  • Minas Gerais | Lúcia Ribeiro, da Rede Mais

O homem acusado de agredir a esposa até a morte na frente das quatro filhas do casal em Três Corações, a 287 km de Belo Horizonte, foi condenado a 20 anos de prisão em regime fechado. O crime aconteceu no dia 28 de dezembro de 2020.

Mulher foi morta na frente das 4 filhas do casal

Mulher foi morta na frente das 4 filhas do casal

Reprodução / RecordTV Minas

O júri começou na manhã desta terça-feira (14) no fórum da cidade. Tiago da Silva Ribeiro, de 35 anos, é acusado de homicídio qualificado por motivo torpe e meio cruel contra mulher.

Segundo o inquérito, Camila Miranda Bandeira, de 32 anos, teve ferimentos causados por socos e chutes. O que casou estranheza nos militares foi o fato do cabelo da mulher ter sido cortado e as mechas encontradas em um balde.

Após as agressões, Tiago Ribeiro ainda ligou para o SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) para comunicar que a esposa estava ferida. Ele ainda teria obrigado as filhas, todas menores de idade, a juntarem os seus pertences para que pudesse fugir.

Camila Miranda foi socorrida mas não resistiu às graves lesões, principalmente na região da cabeça. Tiago Ribeiro foi preso horas após o crime.

Ainda de acordo com as investigações, o homem desconfiava que a esposa teria se encontrado com outra pessoa no dia de Natal, e passou a exigir que ela entregasse o celular dela para ver com quem a mulher trocava mensagens. Tiago Ribeiro ainda teria enviado um áudio para a família da esposa após o crime.

“Matei minha própria esposa. Eu tive uma explosão de ânimo, agredi ela demais e ela veio a óbito, de ontem pra hoje. Por causa do quê? Da traição, do adultério!”, diz o homem em suposto áudio. 

Segundo a polícia, a mulher chegou a registrar um boletim de ocorrência por violência doméstica em maio de 2020, mas não solicitou medida protetiva.

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