Minas Gerais Acusado de matar prostituta a mando de rival é inocentado em BH

Acusado de matar prostituta a mando de rival é inocentado em BH

Denúncia acusava o suspeito de ter sido contratado para matar garota de programa que havia "roubado" o quarto de outra mulher no Hotel Brilhante

  • Minas Gerais | Lucas Pavanelli e Célio Ribeiro*, do R7

Vítima trabalhava como garota de programa no Centro de BH

Vítima trabalhava como garota de programa no Centro de BH

Reprodução / Google Street View

O 1º Tribunal do Júri de Belo Horizonte inocentou um homem acusado de matar uma prostituta no bairro Pindorama, na região Noroeste da capital mineira.

Segundo informações do TJMG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais), o crime foi cometido em outubro de 2008. A vítima teria ocupado o quarto do Hotel Brilhante, na rua dos Guaicurus, na região Central de BH, logo após a primeira hóspede engravidar e parar, momentaneamente, de trabalhar como garota de programa no local.

Como a gravidez não chegou ao fim, a mulher retornou ao hotel, mas encontrou o seu quarto ocupado pela outra prostituta. As duas tiveram desentendimentos por causa da disputa do quarto e a irmã da primeira hóspede se envolveu nessa confusão.

Acusação

Segundo a acusação, a irmã da prostituta teria contratado um homem para matar a outra garota de programa, prometendo pagar R$ 2.000 pelo assassinato. A vítima foi baleada na porta de casa e não resistiu aos ferimentos.

Defesa

A defesa do suspeito alegou que o homem só foi apontado como o autor dos disparos por ter o mesmo nome do suposto atirador e também pelas semelhanças físicas, relatadas por uma testemunha do assassinato, que teria identificado o suspeito através de uma foto.
 

Durante o depoimento, o suspeito afirmou que não lembra o local que estava no dia do crime, mas supôs que, por ser uma terça-feira, ele provavelmente estaria em casa ou na casa de sua sogra.

Decisão

O júri acolheu a alegação da defesa de que a semelhança física e de nomes não são provas suficientes para confirmar a participação de uma pessoa em um crime. Com isso, o suspeito foi inocentado.

A irmã de uma das prostitutas, acusada de ser a mandante do crime, e um outro homem, suspeito de ter intermediado a contratação do assassino, morreram entre 2014 e 2015 e, por isso, não foram julgados.

*Estagiário do R7 sob a supervisão de Lucas Pavanelli.

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