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Adolescente grávida denuncia ter sido espancada por policial

Vídeo mostra caso que aconteceu em Ribeirão das Neves, na região metropolitana de Belo Horizonte

Minas Gerais|Pablo Nascimento, do R7, com RecordTV Minas

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Caso aconteceu em Ribeirão das Neves
Caso aconteceu em Ribeirão das Neves

Uma grávida de 17 anos denuncia ter sido agredida por uma policial militar, no bairro Porto Seguro, em Ribeirão das Neves, na região metropolitana de Belo Horizonte. Um vídeo mostra a ação que teria acontecido nesta segunda-feira (9).

Testemunhas relataram que os militares revistavam jovens na região, quando tentaram entrar na casa da adolescente e foram impedidos. As imagens gravadas no local mostram a menor questionando a falta de um mandado de busca para entrar no imóvel. Um dos policiais respondem: “vocês não são flor que se cheire”.


Em seguida, já dentro da casa, a sargento Kelly aparece ordenando que a adolescente se encostasse em um canto. A menina se mantem resistente e se referente à miltar com uma palavra de baixo calão.

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Em seguida, a mulher dá um tapa na jovem e a pessoa que fazia a filmagem avisa que a adolescente está grávida. Mesmo com os gritos da moradora de Ribeirão das Neves alertando sobre a gravidez, a militar desfere outros tapas.

De acordo com a vítima, a sargento ficou dentro da casa por cerca de 15 minutos e não teria dito o que estava procurando. A prima dela, uma menor de 15 anos, também diz que foi vítima da agressão e revela que teme represálias por parte da corporação.


A Polícia Militar informou que investiga o caso. Segundo a corporação, não há nenhum boletim de ocorrência registrado para o endereço do fato na data apresentada. Major Flávio Santiago, porta-voz da PM, disse que o vídeo será encaminhado à Corregedoria da corporação:

— A PM não coaduna com nenhum desvio de conduta. Evidentemente, precisamos interpretar... É um vídeo... Um 'segmento' de vídeo, um fragmento que precisa ser compilado com outas informações. Precisa ser pereciado também. Toda vez que a PM recebe algo neste sentido, imediamentamete, faz a decripitação desse vídeo também dentro da Corregedoria para interagirmos com a verdade, com a busca da verdade.


O major assegurou que a corporação prima pela transparência e que todos os envolvidos terão direito à ampla defesa e ao contraditório:

— Nós não nos omitimos com relação a qualquer problema que tenha acontecido. E, se tiver acontecido, dentro da ampla defesa e do contraditório que os policiais vão ter — assim como também as pessoas que foram focos da abordagem —, também serão ouvidas. A Polícia Militar prima pela transparência em suas informações. Vamos encaminhar [o vídeo] à Corregedoria. Trabalharemos a investigação sobre isso para chegarmos a conclusões. Não nos parece uma conduta adequada.

Veja as imagens:

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