Após anos de promessas, obras do lote 8A da BR-381 (MG) começam a avançar
Trechos entre Belo Horizonte e Caeté concentram histórico de paralisações e são considerados estratégicos para reduzir acidentes na rodovia
Minas Gerais|Rosildo Mendes, da RECORD Minas

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O ministro dos Transportes, Renan Filho, estará em Belo Horizonte na próxima segunda-feira (30), às 10h, para assinar a ordem de serviço que autoriza o início das obras do lote 8A da BR-381. A assinatura ocorrerá na sede do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).
O ato reacende a expectativa em torno dos lotes 8A e 8B, considerados estratégicos e que, ao longo dos anos, acumularam atrasos, paralisações e promessas não cumpridas. Os dois trechos seguem sob responsabilidade do DNIT, que ficará encarregado da execução e da fiscalização das obras.
A BR-381 é uma das principais ligações rodoviárias do Sudeste, cortando Minas Gerais e conectando o estado a São Paulo e ao Espírito Santo. O trecho entre Belo Horizonte e Governador Valadares é conhecido pelo alto índice de acidentes, resultado de pista simples, curvas acentuadas e tráfego intenso, especialmente de veículos pesados. Os lotes 8A e 8B estão localizados na saída de Belo Horizonte em direção a Caeté e Sabará, em um dos pontos mais críticos da rodovia.
As obras fazem parte de um projeto antigo de duplicação da BR-381, que se arrasta há mais de uma década. Ao longo desse período, os trabalhos enfrentaram uma série de entraves, como falta de recursos, problemas ambientais, revisões de projeto e dificuldades com desapropriações.
Em diferentes momentos, contratos chegaram a ser firmados, mas acabaram paralisados ou sequer saíram do papel. A necessidade de atualização dos estudos técnicos e de adequações ambientais contribuiu para os sucessivos adiamentos.
Enquanto outros trechos da BR-381 avançaram dentro do modelo de concessão à iniciativa privada, os lotes 8A e 8B permaneceram sob gestão pública, mantidos sob responsabilidade do DNIT.
Os dois lotes concentram gargalos históricos logo na saída da capital mineira. O trecho apresenta curvas perigosas, tráfego intenso de caminhões e registros frequentes de acidentes.
Além disso, a região é fundamental para o escoamento da produção industrial e mineral, funcionando como corredor logístico entre Belo Horizonte, o Vale do Aço e o Espírito Santo.
Com a assinatura da ordem de serviço, a expectativa é de que as obras finalmente avancem de forma efetiva. A previsão é de intervenções nos pontos mais críticos, com melhorias no traçado, ampliação da capacidade da via e implantação de dispositivos de segurança.
Em 2024, a concessionária Nova 381 venceu o leilão para a concessão de todo o trecho entre Belo Horizonte e Governador Valadares. O contrato foi assinado em 2025, quando a empresa passou a assumir, inicialmente, apenas o trecho entre Caeté e Governador Valadares.
Já o segmento entre Caeté e Belo Horizonte permaneceu sob responsabilidade do DNIT, encarregado das obras de duplicação, bem como das desapropriações e do reassentamento de famílias. Além disso, o órgão segue responsável pela manutenção do trecho, incluindo serviços como conservação do asfalto, limpeza, capina, tapa-buracos e sinalização, ao longo de aproximadamente 30 km.
O DNIT terá o prazo de oito anos para concluir as obras de duplicação. Após a finalização, o trecho entre Caeté e Belo Horizonte será transferido para a Nova 381, que passará a ser responsável pela manutenção e operação de 100% da BR-381 Norte.
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