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Após operações, Zema diz que Minas não tem áreas dominadas por facções

Governador diz que polícia atua em todas as áreas; escalada de violência na região do Barreiro, em BH, assusta moradores

Minas Gerais|Maria Luiza Reis, do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O governador Romeu Zema reafirma o compromisso de Minas Gerais no combate ao crime organizado, negando a existência de "territórios proibidos".
  • Pela ação policial recente no Barreiro, quatro suspeitos foram presos e armas, drogas e uma motocicleta roubada foram apreendidas.
  • A Polícia Militar viabiliza operação contínuas em todas as áreas do estado, enfatizando que mantém patrulhamento e investigações em regiões vulneráveis.
  • Com o aumento da violência no Barreiro, houve alterações nos itinerários de ônibus e intensificação do patrulhamento policial na região.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

PRONUNCIAMENTO ZEMA FACÇÕES Reprodução/Redes Sociais

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), reforçou nesta quarta-feira (21) que o governo estadual não dará um passo atrás no enfrentamento ao crime organizado, e afirmou que não existe “território proibido” onde a polícia não atue em todo o estado. O posicionamento foi feito em meio a uma escalada de violência atribuída à disputa entre facções criminosas na região do Barreiro, em Belo Horizonte.

“Aqui em Minas não tem um pedaço de terra que a nossa polícia não entra. E bandido que quiser duvidar disso, vai enfrentar um problemão”, declarou o governador ao comentar a prisão de quatro suspeitos em uma operação policial na Praça Aquário, na noite dessa segunda-feira (19). Segundo Zema, os criminosos tentaram fugir invadindo uma casa e escapando pelo telhado, mas foram detidos e encaminhados às autoridades competentes. Junto com os suspeitos, foram apreendidas armas de fogo, drogas e uma motocicleta roubada.


Durante o posicionamento, Zema parabenizou a Polícia Militar pelo trabalho e pelo compromisso com a segurança dos mineiros, afirmando que o estado seguirá dando apoio total às forças de segurança para enfrentar o crime organizado, que classificou como “o maior câncer do Brasil”.

O governador também ressaltou que ações como as prisões no Barreiro demonstram a capacidade da polícia de atuar de forma efetiva em diferentes territórios e de responder a episódios de tensão e violência, com foco na proteção da população e na manutenção da ordem pública.


PM nega domínio de facções em território mineiro

A afirmação do governador vai ao encontro de um comunicado da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), divulgado no último domingo (19) em coletiva, em que a corporação nega que haja domínio territorial de facções criminosas no estado ou áreas onde as forças de segurança não atuem. A PM destacou que mantém operações contínuas em todas as regiões e que qualquer denúncia é investigada, reforçando que Minas não tem “território proibido” onde a polícia permaneça ausente.

Segundo a PMMG, as forças de segurança têm presença permanente nas áreas urbanas e rurais, com ações de patrulhamento, inteligência e repressão ao crime organizado, inclusive nas zonas mais vulneráveis. A corporação reiterou que a colaboração da população é fundamental para o combate às atividades de criminosos, e que denúncias devem ser feitas pelos canais oficiais.


Impacto na rotina da população

A região do Barreiro, especialmente os bairros Vila Cemig e Conjunto Esperança, tem registrado episódios de violência relacionados à disputa entre grupos ligados ao tráfico de drogas. Moradores relataram tiroteios, circulação de mensagens com ameaças em aplicativos de mensagens e mudanças no trajeto de ônibus por questões de segurança, tudo isso reforçando o clima de medo na comunidade, conforme noticiado anteriormente.

Em resposta ao aumento da tensão, a Superintendência de Mobilidade de Belo Horizonte (Sumob) alterou o itinerário das linhas de ônibus 319 e 332, e a Polícia Militar tem intensificado o patrulhamento no local.

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