Às vésperas de fechamento da feira do Mineirinho, BH está disposta a ceder novo espaço aos expositores
Prefeito disse que sentará com os comerciantes para analisar a situação, caso os trabalhadores tenham interesse
Minas Gerais|Pablo Nascimento, do R7, com Camila Cambraia, da Record Minas

O prefeito de Belo Horizonte, Fuad Noman (PSD), declarou que está disposto a avaliar um novo espaço para abrigar os expositores da feira do Mineirinho, cartão-postal da cidade. Os trabalhadores têm até o dia 24 para deixar o local, a pedido da concessionária que administra o centro de convenções.
"O mineirinho não é uma área da prefeitura. É do Governo do Estado. Não temos como fazer nenhum tipo de interferência lá dentro. Mas nós temos credenciado pessoas para áreas específicas e feiras específicas. Se o pessoal do mineirinho encontrar uma área em Belo Horizonte que possa ter feira, que não tenha nenhum problema de trânsito e moradia, estamos aqui para sentar e discutir com eles", comentou o prefeito nesta terça-feira (19).
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Segundo o chefe do Executivo de Belo Horizonte, os interessados devem seguir os padrões da prefeitura. "O que nós não queremos é uma feira de produtos industrializados. Queremos feiras de artesãos", disse ao reforçar que não é permitida a venda de produtos importados.
Expositores e trabalhadores alegam que foram surpreendidos com a notícia de que precisarão sair do Mineirinho até a véspera do Natal. A notificação extrajudicial foi enviada aos organizadores.
No texto, a Concessionária Mineirinho SPE S/A pede a desocupação do hall onde ficam as barracas e o palco até 24 de dezembro. Segundo Willian Martins, diretor da Fenacouro, que administra a feira, a medida foi unilateral e repentina. "Nosso período de melhor venda é dezembro, janeiro e fevereiro. No Carnaval e nas férias recebemos muito turistas", comentou.
A feira, que funciona às quintas e aos domingos, foi fundada em 2002 e hoje tem aproximadamente 150 expositores. Até o ano passado, a arena era de responsabilidade do Governo Estadual, mas depois de um leilão, o Mineirinho passou a ser gerido pelo consórcio que também é administra outros locais como o Pacaembu em São Paulo.
A decisão afeta pelo menos 1.000 pessoas. Algumas estão na feira desde que ela começou. A administração enviou uma solicitação pedindo que a concessionária responsável pelo Mineirinho cumpra o contrato válido até 5 de março, mas ainda não houve resposta. Uma audiência pública discute o assunto na ALMG (Assembleia Legislativa de Minas Gerais), nesta terça-feira. O grupo também tenta negociar com a concessionária.
"Pleiteamos um terreno onde era o circo. Estão levando essa demanda, mas demora mais um pouco. Desmobilizar e mobilizar uma nova feira demora de 30 a 60 dias", disse Martins.
A reportagem procurou a concessionária e o Governo de Minas para comentarem sobre o assunto e aguarda retorno.














