Ataque com fuzis a banco na zona da mata reforça histórico do ‘novo cangaço’ mineiro
Três suspeitos foram presos após explosão de agência; relembre outros casos violentos registrados no estado
Minas Gerais|Cler Santos, do R7.
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A prisão de três suspeitos após o ataque com explosivos a uma agência bancária em Guidoval, na zona da mata mineira, nesta sexta-feira (10), reacende o alerta para a atuação de quadrilhas do chamado “Novo Cangaço” em Minas Gerais.
Segundo a Polícia Militar, a participação dos detidos na ação criminosa foi confirmada. O crime ocorreu durante a madrugada, quando criminosos encapuzados e armados com fuzis usaram explosivos para destruir o banco. Apesar da violência e dos danos causados, não houve vítimas.
De acordo com o capitão Rafael Veríssimo, porta-voz da PM, a resposta policial foi imediata, com atuação de diversas equipes, incluindo militares da 4ª Região, 21º Batalhão, Grupamento Especializado em Recobrimento (GER), apoio aéreo da esquadrilha Pegasus e serviços de inteligência. Durante as diligências, um veículo Fiorino foi encontrado incendiado na zona rural de Rodeiro, cidade próxima ao local do crime. A partir disso, os militares localizaram o primeiro suspeito ferido no ombro, que confessou participação. Outros dois foram presos na sequência — um deles apontado como líder do grupo. Dois não resistiram à abordagem e o terceiro tentou fugir, pulando muros, mas foi capturado.
Ainda segundo a PM, os três presos — dois adultos e um menor — são naturais de Ubá e têm extensa ficha criminal por crimes como roubo, tráfico de drogas e homicídio. A corporação trabalha com a identificação de pelo menos oito envolvidos na ação, sendo que cinco seguem sendo procurados. Há indícios de que o grupo seja local e não uma organização especializada interestadual, já que, até o momento, foram identificadas apenas armas como pistolas e revólveres, e não fuzis. A ação também deixou danos em outros estabelecimentos comerciais próximos à agência.
Relembre outros casos:
O caso mais recente se soma a uma sequência de ataques semelhantes registrados no estado. Em 8 de abril de 2025, criminosos fortemente armados invadiram uma agência da Caixa Econômica Federal em Guaxupé, no Sul de Minas, após efetuarem disparos e utilizarem explosivos.
Simultaneamente, outros integrantes do grupo atiraram contra o quartel da Polícia Militar e a base da Guarda Municipal. Um policial ficou ferido por estilhaços. Ainda no mesmo dia, um suspeito foi preso em Campinas (SP), com materiais que teriam sido usados no crime, como balaclavas, roupas, amarras, placas de carro e luvas.
Pouco tempo depois, em 29 de maio de 2025, a Polícia Federal realizou uma operação contra integrantes de uma quadrilha suspeita de roubar cerca de R$ 2 milhões de uma agência da Caixa em Itajubá, crime ocorrido em junho de 2022.
Na ocasião, criminosos cercaram o batalhão da PM para impedir a ação policial, deixando cinco pessoas feridas — entre elas, quatro militares e um morador. Pelo menos 20 suspeitos participaram da ação, que envolveu explosões, troca de tiros e veículos incendiados para bloquear vias.
Antes disso, em 6 de maio de 2024, duas agências bancárias foram atacadas em Camanducaia, no Sul de Minas. Uma delas, da Caixa, foi completamente destruída após explosões, enquanto a outra, do Santander, também foi alvo dos criminosos. Moradores relataram tiros e explosões durante a madrugada, e, segundo a polícia, houve reféns e troca de tiros com militares. Câmeras de segurança registraram parte da ação, que contou com ao menos três veículos.
Em 28 de junho de 2023, a Justiça condenou seis suspeitos pelo ataque a uma agência bancária em Jacuí, ocorrido em abril de 2021. Já em 31 de outubro de 2021, uma operação policial em Varginha terminou com 26 suspeitos mortos após intensa troca de tiros. O grupo era investigado por participação em mega-assaltos a bancos e estava fortemente armado, com fuzis, granadas, munições e veículos roubados.
O histórico de ataques inclui ainda o caso de 14 de agosto de 2020, em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Na ocasião, uma quadrilha tentou explodir caixas eletrônicos, fez uma família refém e acabou surpreendida pela Polícia Militar. Três suspeitos morreram e dois ficaram feridos após confronto.
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