Minas Gerais Atendente de bar do Mineirão denuncia agressão e injúria em jogo

Atendente de bar do Mineirão denuncia agressão e injúria em jogo

Funcionária diz ter sido chamada de “macaca” e “lixo” por um torcedor atleticano ao informá-lo que não seria possível atendê-lo

  • Minas Gerais | Vinícius Araújo, da Record TV Minas

A atendente de um bar do Estádio Mineirão, na região da Pampulha, em Belo Horizonte, denuncia ter sido vítima de injúria racial e agredida verbalmente e fisicamente por um torcedor atleticano durante partida contra o Corinthians, na última quarta-feira (10).

Torcedor atingiu funcionária com rasteira, diz denúncia

Torcedor atingiu funcionária com rasteira, diz denúncia

Reprodução / Record TV Minas

A família de Bruna Araújo Campos procurou a polícia e registrou um boletim de ocorrência e tornaram o episódio público, já que o torcedor ainda não foi identificado.

Bruna relata que os xingamentos começaram após ela explicar ao torcedor que não poderia atendê-lo.

— Um homem pediu para eu pegar uma cerveja, onde eu não poderia. O meu setor era um e o que ele queria era de outro. Eu expliquei, então ele começou a me chamar de lixo e macaca, dizendo que me pegaria lá fora.

A atendente conta que ao final do segundo tempo, foi surpreendida pelo suspeito quando foi ao banheiro. A vítima relata que tentou pedir ajuda, mas não encontrou seguranças no local.

— Este torcedor atleticano me deu uma rasteira, caí em cima do meu braço e do pulso, tendo luxação. Meu telefone também deu perda total.

Wanderley Campos, pai da atendente, afirma que a filha só recebeu apoio da dona do bar onde trabalha e que até ganhou um telefone celular da comerciante. Segundo ele, a equipe do Mineirão não procurou a trabalhadora.

— Quem é responsável pela organização e segurança, até agora nada.

Procurada pela reportagem, a Minas Arena, responsável pela administração do estádio, declarou que repudia qualquer ato de discriminação. A instituição também informou que o estádio tem as imagens com o flagrante da agressão e que os vídeos estão à disposição da Polícia Civil, que investiga o caso.

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