Minas Gerais Backer diz ter achado substâncias tóxicas em outras marcas de cerveja

Backer diz ter achado substâncias tóxicas em outras marcas de cerveja

Representantes da cervejaria estiveram em audiência na Câmara de BH e criticaram os métodos usados pela investigação da Polícia Civil 

  • Minas Gerais | Camila Cambraia, da RecordTV Minas, com Lucas Pavanelli, do R7

Fábrica foi interditada pelo Ministério da Agricultura

Fábrica foi interditada pelo Ministério da Agricultura

Kiuane Rodrigues/ Record Tv Minas

Advogados e representantes da cervejaria Backer criticaram nesta quarta-feira (4) a investigação conduzida pela Polícia Civil de Minas Gerais no caso que envolve a contaminação causada por dietilenoglicol em cervejas da marca.

Em audiência pública na Câmara de Belo Horizonte, o advogado da empresa Estevão Nejm afirmou que análises de laboratório em cervejas e até em vinhos de outras marcas apontam a existência de traços das substâncias tóxicas. Ele não deu detalhes de quais bebidas e quais marcas seriam essas. 

— Foram feitas outras análises e essas análises mostram traços, que eles chamam de sinais instrumentais, de mono e dietilenoglicol em várias outras marcas de cerveja.  

Para ele, tanto o mono quanto o dietilenoglicol podem ser produzidos durante o processo de fermentação da cerveja. A Backer apura, agora, qual é a quantidade das substâncias encontradas nos lotes da cerveja Belorizontina. 

— Tivemos, sim, um episódio de identificação de um pico diferente de mono e dietilenoglicol em um lote específico, que foi produzido em um mesmo tanque. Até entã continuamos sem as informações quantitativas. Ninguém ainda compartilhou, nem polícia, nem Ministério da Agricultura ou mesmo nossos laboratórios o que seria a concentração necessária para causar essa intoxicação. 

Crítica à investigação

Para a cervejaria, a linha de investigação da Polícia Civil desde o início está equivocada. Segundo Nejm, a premissa de que é "inconcebível a presença presença do agente químico monoetilenoglicol e dietilenoglicol na cerveja" é errada. 

Para ele, há perguntas que precisam ser respondidas, como a concentração das substâncias tóxicas presente na cerveja ou quantidade de cerveja que deveria ser ingerida para que houvesse contaminação. 

Para o Ministério da Agricultura, não há níveis seguros para consumo dessas duas substâncias. 

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