BH ganha roteiro turístico por fábricas de cerveja artesanal
Apelidada de "Bélgica brasileira", Minas já é o terceiro maior produtor da bebida no País
Minas Gerais|Do R7, com Record Minas

A cerveja artesanal está conquistando cada vez mais os paladares dos mineiros e é vista como uma boa oportunidade de negócio.
Os consumidores do tipo de cerveja produzida com receitas originais e ingrendientes típicos elogiam os sabores diferenciados, que são difíceis de encontrar nas cervejas tradicionais. Em questão de preço, o mercado da bebida é similar ao mercado do vinho, mas os apaixonados garantem que a artesanal é uma preferência.
— Você compensa na quantidade. Ao invés de tomar várias cervejas tradicionais, você toma uma cerveja artesanal.
Minas Gerais é o terceiro maior Estado produtor da bebida no Brasil, com uma média de 600 litros por mês. Há cinco anos, apenas quatro micro-fábricas de cerveja artesanal estavam registradas no Estado. Hoje, esse número subiu para 25.
Entre os produtores cervejeiros, Minas foi apelidada como a "Bélgica brasileira", já que o país da Europa é famoso por sua produção da bebida. Em Belo Horizonte, já foi criado um roteiro turístico da cerveja artesanal, com seis circuitos diferentes. O dia regado a cerveja sai por R$ 160. A ideia foi da empresária Renata Fonseca, que organiza grupos de 30 para visitar as fábricas da região e degustar os diferentes os sabores da bebida.
— É um conhecimento, uma experiência em torno da cerveja. O dia começa com café da manhã cervejeiro. Tem o almoço harmonizado com a bebida, tudo acompanhado do mestre cervejeiro.
Investimentos
O crescimento do setor também atraiu o fotógrafo Virgílio de Barros. Desde que começou seu próprio negócio, ele estima que já gastou cerca de R$ 1 milhão na montagem de sua fábrica. O cervejeiro conta que o investimento teve um bom retorno.
— O crescimento da produção cervejeira vai fazer com que o público tenha um consumo maior. Ele vai começar também a exigir, deixar de experimentar para se habituar com a cerveja.
O setor da bebida artesanal pode estar em crescimento, mas para Marcelo Rother, consultor do Sebrae (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), ainda é preciso tomar cuidado antes de abrir o próprio negócio.
— É preciso fazer um estudo de viabilidade do futuro empreendimento. Isso vai exigir muita pesquisa financeira, de investimento e de mercado, para que esse passo seja dado com menor risco possível.















