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BH vai criar 70 leitos para desafogar demanda de gripe e covid-19

Secretário avalia que a demanda aumentou, principalmente, em função da influenza; prefeitura nega falta de vagas hospitalares

Minas Gerais|Pablo Nascimento, do R7

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Leitos devem ser criados em diferentes hospitais
Leitos devem ser criados em diferentes hospitais Reprodução / Pixabay

A Prefeitura de Belo Horizonte vai mobilizar, até o fim desta semana, 70 novos leitos exclusivos para atendimento a pacientes com sintomas gripais na cidade. A informação foi confirmada pelo Secretário Municipal de Saúde, Jackson Machado, em entrevista à Record TV Minas.

O representante da prefeitura explica que a medida visa ampliar a oferta de vagas exclusivas para estes atendimentos, diante um aumento de casos suspeitos de covid-19 registrado nos últimos dias.


De acordo com Machado, a prefeitura já negocia a mudança na classificação dos leitos em unidades como a Santa Casa de Misericórdia, o Hospital da Baleia e o Odilon Behrens.

A medida foi anunciada após a prefeitura registrar, nesta terça-feira (4), pelo segundo dia seguido, operação acima da capacidade oficial nas enfermarias do SUS (Sistema Único de Saúde) exclusivas para suspeita de coronavírus.


O secretário, no entanto, garante que não há falta de vagas. Ela explica que o excedente de pacientes com sintomas gripais foram atendidos em leitos que não são exclusivos para este tipo de doença.

“Nós podemos mobilizar estes leitos para atendimentos de covid-19 sempre que necessário e já estamos providenciando isto”, afirma.


O boletim epidemiológico da prefeitura aponta que, nesta terça-feira, a média geral de ocupação das enfermarias, incluindo vagas para pacientes com doenças que não causadas pelo coronavírus, estava em 73%.

Preocupação com a covid-19


Jackson Machado voltou a chamar atenção da população em relação aos cuidados para se evitar o coronavírus, mas avaliou que a covid-19 não é o principal causador da superlotação nas unidades de saúde.

O secretário afirma que os levantamentos realizados pelo município indicam que a disseminação da gripe interferem fortemente nos dados atualmente.

“Inicialmente, esse paciente com sintomas gripais, fica classificado como suspeito de Covid-19 até que ele tenha o exame negativo. Então temos visto que boa parte dos casos não são de coronavírus e, sim, de gripe”, pontua.

A superlotação também acontece em cidades da Grande BH. Confira:

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