Bibliotecário de escola pública em Contagem (MG) é suspeito de assediar alunas
Mãe de estudante relata represália após fazer denúncia; Polícia Civil e Corregedoria do município investigam o caso
Minas Gerais|Gabrielle Assis, da Record TV Minas

A Polícia Civil de Minas Gerais investiga o bibliotecário de uma escola municipal de Contagem por assédio sexual. As vítimas seriam alunas da instituição.
Em entrevista à reportagem, a mãe de uma adolescente relatou que a filha era importunada havia aproximadamente um mês.
Segundo a mulher, que prefere não ser identificada, a filha de 15 anos contou para o namorado que o funcionário estaria olhando para ela com malícia, seguindo-a pelos corredores e fazendo expressões constrangedoras.
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Insatisfeito, o jovem procurou o bibliotecário para cobrar explicações. Os dois acabaram discutindo, na última quarta-feira (27). O funcionário da escola acionou a Polícia Militar, e a denúncia de assédio veio à tona.
A denunciante diz que a filha está com medo e que outros alunos também relataram o mesmo problema. A mãe conta que ela e outros pais de alunos estão sofrendo represálias devido às denúncias. Segundo ela, os alunos teriam sido orientados a não frequentar a biblioteca devido ao histórico do funcionário.
A reportagem tenta contato com a defesa do suspeito.
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Investigação
Segundo a Polícia Civil, a investigação em andamento se refere a denúncias realizadas em março e em agosto deste ano. O caso segue em sigilo devido ao ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente).
Procurada, a Prefeitura de Contagem disse que acompanha o caso. A controladoria-geral do município e informou que "o servidor foi afastado durante as investigações da primeira denúncia".
"Durante o processo administrativo instaurado, não foram comprovadas as acusações, mas confirmação de conduta inadequada. O servidor foi penalizado e após esse período retornou para a Secretaria de Educação para cumprir suas atividades e funções", informou o órgão.
Sobre a nova denúncia, a prefeitura informou que "até o momento não houve nenhum tipo de formalização na Corregedoria sobre o caso, o que se faz necessário para a adoção de quaisquer medidas de correição".
"A denúncia está sendo investigada pela Polícia Civil. A Corregedoria ressalta que acompanha as denúncias de assédio e de comportamento abusivo nas escolas e preza por ações que preservem as crianças e adolescentes, mas também está atenta ao direto de defesa do servidor, para lhe garantir a chance de se manifestar e se defender nesse segundo processo", concluiu.
Também por meio de nota, a corporação declara que, "acerca das denúncias de importunação sexual ocorridas em março e em agosto de 2023, em uma escola estadual de Contagem, a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) informa que o inquérito se encontra em andamento".















