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Brumadinho: vítima identificada deixou gêmeos e perdeu marido

Juliana Resende tinha 33 anos quando morreu na tragédia da Vale; o marido dela, Dennis, também morreu no desastre

Minas Gerais|Lucas Pavanelli, do R7


Juliana e Dennis morreram na tragédia de 2019
Juliana e Dennis morreram na tragédia de 2019

A Polícia Civil de Minas Gerais identificou o corpo da mulher resgatado pelo Corpo de Bombeiros nesta terça-feira (24), na área de buscas atingida pelo rompimento da barragem em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte. 

Segundo o médico-legista da Polícia Civil, Ricardo Araujo, trata-se de Juliana Creizimar de Resende Silva, que tinha 33 anos de idade. 

Juliana era analista operacional da Vale, morava na cidade de Brumadinho e tinha dois filhos gêmeos - que, hoje, têm três anos. O marido dela, Dennis Augusto da Silva, que também era funcionário da mineradora, também foi levado pela lama. Seu corpo foi encontrado em fevereiro de 2019. 

O médico-legista, que mantém contato direto com as famílias das pessoas que ainda não foram encontradas ou identificadas relata que a identificação do corpo de Juliana tem um forte simbolismo. 

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— Ela é uma vítima que carrega simbolismo muito grande. A irmã dela, Joseane Resende e o pai, Geraldo, são pessoas muito ativas na comissão dos familiares ainda não encontrados. A gente encontra semanalmente para deixá-los a par do status da identificação. 

Identificação

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O Corpo de Bombeiros localizou o corpo de Juliana no final da tarde desta terça-feira (24), na região do Remanso 1, próximo à comunidade Córrego do Feijão, e comunicou a Polícia Civil sobre o fato. 

Uma equipe de peritos criminais foi deslocada para o local, afim de iniciar os primeiros exames. O corpo foi levado para o IML (Instituto Médico Legal), de Belo Horizonte, onde os peritos trabalharam na identificação durante toda a madrugada desta quarta-feira (24). 

De acordo com o médico-legista Ricardo Araújo, o corpo foi identificado por meio da arcada dentária.

— Tivemos êxito ao utilizarmos o método de investigação por meio da arcada dentária. A vítima contava com material odontológico, fizemos entrevistas com os familiares, contato com o dentista que cuidava dela, além de fotos do sorriso. Com isso, tínhamos criado um banco de dados robusto que permitiu a identificação de maneira rápida.

Rompimento

O rompimento da barragem da mina Córrego do Feijão completa 2 anos e sete meses nesta quarta-feira (25). Até o momento, 261 pessoas foram identificadas e outras nove pessoas permanecem desaparecidas. 

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