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Cancelamento de eleição na Câmara de Santa Luzia termina em pancadaria

Suspensão da votação para a presidência do Legislativo troca de agressões, registrada por câmeras de segurança

Minas Gerais|Rosildo Mendes, da Record Minas

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Cancelamento da eleição para a presidência da Câmara Municipal de Santa Luzia resultou em pancadaria.
  • A suspensão da votação causou discussões acaloradas e agressões físicas entre vereadores e o secretário-geral.
  • Decisão de cancelamento foi tomada após orientação jurídica, alegando inconstitucionalidade na antecipação das eleições.
  • Grupo defensor da realização da eleição, liderado por Andrei Bicalho, se opôs ao presidente Glayson Johnny, que negou intenções de evitar a reeleição.

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Discussão acalorada no plenário e culminou em agressões físicas entre um vereador e o secretário-geral do Legislativo. Reprodução/Record Minas

O cancelamento da antecipação da eleição para a presidência da Câmara Municipal de Santa Luzia, referente ao biênio 2027–2028, terminou em pancadaria na manhã desta quinta-feira (29). A suspensão da votação, comunicada na véspera, provocou discussão acalorada no plenário e culminou em agressões físicas entre um vereador e o secretário-geral do Legislativo. Toda a confusão foi registrada pelo circuito interno de segurança da Casa.

A Guarda Municipal foi acionada e tentou conter os ânimos durante o tumulto, que interrompeu os trabalhos legislativos.


A crise teve início com a marcação considerada extemporânea da eleição para a presidência da Câmara, uma vez que o mandato em disputa só teria início em janeiro de 2027, quase um ano após a data prevista para a votação. O pleito havia sido marcado pelo atual presidente da Casa, Glayson Johnny (Avante), para esta quinta-feira (29). No entanto, na véspera da sessão, um ofício foi enviado aos vereadores informando o cancelamento da reunião.

Mesmo após o comunicado, parlamentares compareceram ao prédio da Câmara com o objetivo de realizar a votação. A divergência entre os vereadores favoráveis à manutenção da eleição e aqueles que defendiam o adiamento gerou um bate-boca generalizado. Em meio à discussão, o vereador Ivo Melo (PSD) e o secretário-geral da Casa acabaram trocando agressões físicas.


Segundo um vereador que pediu anonimato, o cancelamento teria ocorrido após o presidente perceber que não teria votos suficientes para se reeleger. Já Glayson Johnny negou a acusação e afirmou que a decisão foi tomada após orientação jurídica recebida na manhã desta quinta-feira.

De acordo com o presidente da Câmara, o escritório de advocacia que presta assessoria ao Legislativo emitiu um parecer apontando que a antecipação da eleição seria inconstitucional. Diante da recomendação, Johnny decidiu suspender o pleito para evitar questionamentos judiciais.


Em coletiva à imprensa local, o presidente explicou que optou pelo adiamento para garantir a segurança jurídica do processo. Ele afirmou ainda que a decisão se baseou em entendimentos do Supremo Tribunal Federal (STF), segundo os quais a escolha da Mesa Diretora só pode ocorrer a partir do mês de outubro, mais próximo do início do mandato.

O grupo que defendia a realização da eleição na data originalmente marcada era liderado pelo vereador Andrei Bicalho (União Brasil), candidato à presidência da Câmara e adversário político de Glayson Johnny na disputa pelo comando do Legislativo municipal.

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