Caso Vanessa Lara: o que se sabe sobre a universitária encontrada morta em mata após o trabalho
Estudante de 23 anos desapareceu após sair do trabalho, foi encontrada morta em área de mata e principal suspeito, de 43 anos, tem antecedentes por estupro
Minas Gerais|Cler Santos, do R7

A morte da estudante Vanessa Lara de Oliveira Silva, de 23 anos, encontrada morta em uma área de mata em Juatuba - Região Metropolitana de Belo Horizonte - chocou familiares, amigos e moradores das duas cidades envolvidas no caso.
Desaparecimento após sair do trabalho
Vanessa, que cursava Psicologia e atuava como estagiária no Sine de Juatuba, saiu do trabalho na tarde da segunda-feira (9) por volta das 14h com destino a Pará de Minas, onde morava com os pais. Desde então, a jovem não chegou ao destino nem manteve contato com familiares, o que gerou grande preocupação. Os dois celulares e o notebook dela ficaram sem sinal, algo atípico segundo parentes, que a descrevem como uma pessoa caseira, responsável e que jamais passara uma noite fora sem avisar alguém.
A jovem estudante estava no último ano da faculdade e era descrita pelos familiares como amorosa e esforçada.
Imagens registram momentos antes do sumiço
Câmeras de segurança captaram Vanessa deixando o Sine e caminhando pelas ruas da cidade, em direção a um ponto de ônibus na BR-262. Em seguida, um homem aparece seguindo a estudante.
Outras imagens analisadas pela investigação mostram uma possível discussão e luta corporal entre Vanessa e esse homem, momentos antes de ela desaparecer de vista das câmeras.
Corpo encontrado em área de mata
Após horas de buscas, familiares, amigos e moradores localizaram o corpo de Vanessa na tarde de terça-feira (10) em uma área de mata às margens da BR-262, no bairro Boa Vista, em Juatuba. O corpo dela foi encontrado sem as roupas, com sinais de violência sexual e estrangulamento, provavelmente cometido pelo cabo de carregamento do notebook que estava em sua mochila.
A perícia da Polícia Civil foi acionada para analisar as circunstâncias da morte, que ainda serão devidamente esclarecidas pelas autoridades.
Investigação da polícia e linha de apuração
A Polícia Militar descartou, preliminarmente, a hipótese de latrocínio e investiga o caso como um possível crime premeditado.
Um homem de 43 anos passou a ser tratado como principal suspeito. Fontes da PM relataram que ele teria retornado à sua residência com arranhões e marcas de sangue nas roupas, tomado banho e, em seguida, fugido para o Centro de Belo Horizonte após pegar dinheiro com a mãe. O serviço de inteligência do 1º Batalhão da Polícia Militar está empenhado em localizar o suspeito.
Antecedentes criminais do suspeito
Conforme informações da comarca de Juatuba, o homem indicado como suspeito já havia cumprido pena em regime fechado na Comarca de Patrocínio por diversos crimes, incluindo estupro, tráfico, furto e roubo.
Em setembro de 2025, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) desclassificou a acusação de tráfico para uso de drogas, o que resultou na extinção da pena de oito anos de reclusão que ele cumpria.
Posteriormente, em dezembro de 2025, o juízo recalculou a pena e deferiu a progressão para o regime semiaberto domiciliar, com expedição de alvará de soltura que foi cumprido em 20/12/2025. Em janeiro, o processo foi remetido à comarca de Juatuba após o suspeito indicar endereço na cidade.
Após a morte de Vanessa, a Polícia Militar comunicou a prática de um novo crime nos autos, levando o juízo da Comarca de Juatuba a determinar a regressão cautelar do suspeito ao regime fechado e a expedir mandado de prisão contra ele.
Comoção, mobilização e despedida
O crime gerou comoção entre parentes, amigos, colegas de trabalho e moradores de Juatuba e Pará de Minas.
No local de trabalho da estudante, o Sine de Juatuba, uma placa de luto foi colocada e as atividades foram suspensas em respeito à memória da jovem.
O corpo de Vanessa foi velado e enterrado na manhã desta quarta-feira (11), das 8h às 11h, no Cemitério Parque da Serra, em Pará de Minas.
A Polícia Civil segue com a investigação para esclarecer todos os detalhes da morte e localizar o suspeito. A corporação reforça que qualquer informação relevante pode ser repassada de forma anônima pelas autoridades.
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