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Celular de jovem estuprada em BH estava com motorista de aplicativo, diz família

Segundo a irmã da vítima, condutor disse que outro passageiro encontrou o aparelho no carro; polícia colheu mais 4 depoimentos

Minas Gerais|Pablo Nascimento, do R7, com Antônio Paulo, da Record TV Minas

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Motorista teria tentado contato com a família e retornado ao local 17 minutos depois
Motorista teria tentado contato com a família e retornado ao local 17 minutos depois

O celular da jovem de 22 anos estuprada em Belo Horizonte no último domingo (30) estava com o motorista de transporte por aplicativo que a levou embora da festa e a deixou inconsciente na calçada da casa dela, no bairro Santo André, na região noroeste da cidade. A informação foi confirmada pela irmã da vítima, nesta quinta-feira (3), após uma série de depoimentos na Polícia Civil. Até então, o aparelho estava desaparecido.

"O motorista falou que outro passageiro encontrou o celular no carro. Agora, o aparelho vai ficar com a delegada para avaliar se será preciso passar pela perícia", declarou a irmã da vítima.


Dados da plataforma de transporte 99 revelam que o condutor permaneceu no endereço da vítima durante 17 minutos, antes de deixá-la desacordada na calçada. Toda a ação foi flagrada por câmeras de segurança. Vinte e dois minutos depois de ir embora, o motorista retornou ao local, mas já não encontrou a passageira na calçada. Ela havia sido retirada dali e carregada por outro homem que passava pela rua.

A família suspeita que a jovem tenha sido dopada. O amigo que estava com a mulher em um evento antes de o caso acontecer relatou que ela entrou no carro de transporte consciente. A Polícia Civil investiga a dinâmica dos acontecimentos. O exame toxicológico ainda não ficou pronto.


"O amigo dela compartilhou [a localização da corrida] com o meu irmão, mas era algo que a gente não tinha programado com o meu irmão. Ele havia passado o dia todo no hospital e havia tomado remédios. Com isto, meu irmão acabou dormindo", disse a mulher ao defender o amigo da vítima.

Os parentes ainda questionam se o motorista interfonou na casa da família. Segundo a irmã, o interfone do local exige que o visitante digite o número do apartamento, que não estaria indicado no aplicativo da corrida.


"Ele poderia ter colocado a mão na buzina para fazer barulho ou poderia ter chamado a polícia", questionou a parente.

A 99 informou que bloqueou o motorista temporariamente na plataforma e que está cooperando com as investigações. A reportagem tenta contato com o condutor.


Seis pessoas prestaram depoimento até hoje. Na data do crime, a polícia ouviu a vítima e o suspeito, que foi preso. Nesta quinta-feira, os investigadores ouviram o amigo da vítima, os dois irmãos dela e o motorista.

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Uso do cartão de crédito

A irmã da vítima do estupro disse que identificou a possível origem da tentativa de compra realizada no cartão de crédito da jovem durante a madrugada. Ela acredita que tenha sido a plataforma de transporte, ao tentar lançar a cobrança pela corrida, já que a família havia bloqueado os cartões da vítima.

"Quando a minha irmã pediu o carro, ela colocou o número do cartão [no aplicativo]. Quando a corrida foi encerrada, o motorista fechou a corrida, mas não teve tempo para processar o pagamento.

Família questiona atendimento

Em entrevista à Record TV Minas, a irmã da vítima questionou o atendimento do Samu (Serviço Móvel de Urgência) acionado quando a jovem foi encontrada, seminua, em um campo de futebol a 3 quilômetros da casa dela. A denunciante afirma que os socorristas não deram o apoio necessário à vítima e não a examinaram.

"A minha irmã pediu para falar com a família primeiro, e disseram que ela não poderia fazer isso. Falaram que a única coisa que poderiam fazer era levá-la para o hospital", relatou. Segundo a mulher, a vítima foi para casa sem ser examinada.

A Secretaria Municipal da Saúde, da Prefeitura de Belo Horizonte, responsável pelo Samu, rebateu as críticas. A pasta afirmou que os socorristas seguiram os protocolos de atendimento, com aferição dos sinais vitais da vítima e o grau de consciência dela.

De acordo com a secretaria, o Samu gastou nove minutos para chegar ao local, após a ligação, e o atendimento durou 13 minutos. A secretaria ainda afirma que a jovem estava vestida quando aconteceu o atendimento.

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