Chefe de quadrilha de hackers que fraudava o sistema judiciário é preso e trazido para BH
Após deixar Minas Gerais, o suspeito passou a viver no Rio de Janeiro, onde evitava sair de casa e não mantinha contato com vizinhos
Minas Gerais|Do R7, com Pablo Nascimento, da Record Minas
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O homem apontado como chefe de uma quadrilha de hackers responsável por fraudes no sistema do Poder Judiciário de Minas Gerais foi recapturado e trazido para Belo Horizonte nesta semana. Ricardo Lopes de Araújo, de 32 anos, conhecido como “Dom”, estava foragido desde dezembro, quando deixou um presídio da capital mineira usando um alvará de soltura fraudado.
Dom foi preso no Rio de Janeiro, onde se escondia em um apartamento no bairro Maracanã. A ação foi realizada de forma conjunta pela Polícia Civil de Minas Gerais e pelo Poder Judiciário. Um comparsa que também estava foragido foi preso no mesmo local.
Segundo a Polícia Civil, Dom é considerado um dos maiores hackers investigados no estado e no país. Ele é suspeito de liderar uma organização criminosa especializada em acessar ilegalmente sistemas da Justiça para fraudar documentos oficiais, como alvarás de soltura, liberações de veículos e registros financeiros, utilizando dados falsos em nome de magistrados.
Fuga da prisão com alvará fraudado
O suspeito havia sido preso no dia 10 de dezembro durante uma operação em Sete Lagoas, na região Central de Minas, que desarticulou uma quadrilha especializada em crimes cibernéticos contra o Judiciário. No entanto, dez dias depois, Dom conseguiu sair da unidade prisional pela porta da frente ao apresentar um alvará de soltura fraudado.
Segundo as investigações, mesmo detido, ele teria orientado comparsas sobre como forjar o documento, o que possibilitou também a fuga de outros três presos. Desde então, Dom estava sendo procurado pelas forças de segurança.
Prisão no Rio e cumprimento de mandados
Após deixar Minas Gerais, o investigado passou a viver no Rio de Janeiro, onde evitava sair de casa e não mantinha contato com vizinhos para não chamar atenção. No local, os policiais também localizaram outro integrante da quadrilha, alvo do único mandado de prisão que ainda não havia sido cumprido na operação deflagrada em dezembro.
Com essas prisões, a Polícia Civil informou que todos os 12 mandados expedidos pela Justiça foram cumpridos. O homem preso com Dom é apontado como responsável por lavar o dinheiro obtido com as fraudes.
Bloqueio milionário e crimes investigados
Além das prisões, a primeira fase da operação resultou no bloqueio de aproximadamente R$ 40 milhões em bens dos investigados. Foram apreendidos joias, valores em contas bancárias, criptomoedas e um carro de luxo avaliado em quase R$ 1 milhão.
Os envolvidos são investigados por crimes como fraude eletrônica, estelionato, organização criminosa e falsificação de documentos públicos.
Investigações continuam
Dos quatro presos que haviam fugido com o uso de alvarás fraudulentos, três já foram recapturados. Um deles se entregou à polícia em Belo Horizonte nesta semana. Outro foi preso ainda em dezembro. Apenas um suspeito permanece foragido.
A Polícia Civil informou que as investigações seguem em andamento, com foco em identificar como os hackers tiveram acesso a credenciais reais de servidores do Judiciário mineiro. O Tribunal de Justiça de Minas Gerais também instaurou procedimentos internos para apurar falhas e reforçar os sistemas de segurança.
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