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Com 30 votos contrários, Câmara não aprova projeto de Tarifa Zero em Belo Horizonte

Dos 41 vereadores da casa, apenas 10 votaram a favor da implementação da proposta

Minas Gerais|Gabriela Neves*, do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Projeto de Tarifa Zero em Belo Horizonte não foi aprovado na Câmara Municipal.
  • Votação resultou em 30 votos contrários e apenas 10 a favor.
  • Para ser aprovado, o projeto precisava de 28 votos favoráveis entre 41 vereadores.
  • Prefeito Álvaro Damião classificou a proposta como utópica e inviável.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Com 30 votos contrários, Câmara não aprova projeto de Tarifa Zero em Belo Horizonte
Com 30 votos contrários, Câmara não aprova projeto de Tarifa Zero em Belo Horizonte

O projeto de lei que previa gratuidade no transporte público de Belo Horizonte não foi aprovado na Câmara Municipal. A proposta da Tarifa Zero, votada durante a tarde desta sexta-feira (03), recebeu 30 votos contrários e apenas 10 favoráveis. Para ser aprovada o projeto precisava atingir 28 votos favoráveis dentre os 41 vereadores da casa.

O prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União Brasil), já havia se mostrado contra a implementação da proposta e classificou o projeto como utópico e inviável.


A votação foi marcada por protestos e pressão popular. Um servidor público, de 34 anos, denuncia ter sido agredido com um soco no rosto por um segurança da Câmara Municipal ao tentar entrar no plenário. Em nota, a casa afirmou que o público ultrapassou os limites estabelecidos pelo Corpo de Bombeiros e que os profissionais de segurança agiram de maneira preventiva. A Câmara afirma ainda que a denúncia sera analisada e apurada.

O PL da Tarifa Zero é de autoria da vereadora Iza Lourenço (Psol) e a expectativa dos apoiadores era de que Belo Horizonte se tornasse a primeira capital do Brasil a adotar a gratuitade completa no transporte público. O estudo que embasou o projeto foi desenvolvido pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), que apontou formas de custear o modelo. A principal fonte de recursos viria da taxação de empresas com mais de nove funcionários, que passariam a pagar R$185 por empregado, valor que substituiria o atual vale-transporte. Microempresas seriam isentas da cobrança.


Nesta quarta-feira (01), a Fiemg (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais) divulgou um estudo alertando que a medida poderia resultar na perda de até 55 mil empregos formais, ao aumentar os custos para empregadores. A Prefeitura também avalia que a proposta pode afastar empresas da capital.

*Sob supervisão de Lucas Eugênio

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