Minas Gerais Com aumento de 27%, gasolina chega a R$ 6,29 na Grande BH

Com aumento de 27%, gasolina chega a R$ 6,29 na Grande BH

Alta do dólar e no preço do barril de petróleo explica variação; pandemia e crise política têm influência, diz especialista

  • Minas Gerais | Pablo Nascimento, do R7

Mercado não sabe quando valor voltará a reduzir

Mercado não sabe quando valor voltará a reduzir

Paulo Whitaker/Reuters - 08.11.2016

Um levantamento do site de pesquisas Mercado Mineiro aponta que o preço médio da gasolina aumentou 27% em 2021 na região metropolitana de Belo Horizonte.

A cobrança média que era R$ 4,64 em janeiro deste ano, subiu para R$5,91 em agosto.

Entre os dias 5 e 8 deste mês, o valor mais alto praticado foi encontrado em um posto no bairro Luxemburgo, na região Centro-Sul de Belo Horizonte. Lá, a gasolina chegou a R$ 6,29.

O mais barato foi achado em um estabelecimento do bairro Caiçara, na região Noroeste, que estava vendendo o combustível a R$ 5,72. Feliciano Abreu, diretor do Mercado Mineiro, chama atenção para a diferença entre os postos.

— Foram consultados 145 postos de combustíveis e percebemos que a variação de preço é muito pequena entre eles. Uma diferença de aproximadamente 10%.

O aumento no etanol em 2021 foi ainda maior, de 34%, chegando a uma média de R$ 4,31 em agosto deste ano. O valor mais baixo (R$ 4,11) também foi cobrado no posto que fica no bairro Caiçara, enquanto o mais alto (R$ 4,69) foi registrado no bairro Nazaré, na região Nordeste.

Já o preço do diesel subiu 22% em 2021, com a média chegando a R$ 4,69. O menor preço do litro encontrado foi de R$ 4,45, em Contagem, na Grande BH. O maior foi de R$ 4,99, no bairro Estoril, na região Oeste de BH. A variação entre eles foi de 12,21%.

Explicação

Carlos Guimarães, presidente do Minaspetro (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados do Petróleo de Minas Gerais), explica que o aumento registrado nas bombas foi causado pela maior cobrança feita pelas refinarias, que por sua vez, tem relação com a alta no preço do barril de petróleo e do dólar.

Guimarães avalia que as vendas não reduziram nos últimos meses, já que as pessoas começaram a sair mais de casa com a flexibilização do isolamento social. Mesmo assim, ele ressalta que a retomada poderia ter sido maior.

— Os aumentos são muito ruins para os postos de gasolina. Cada vez que ele ocorre, precisamos de mais capital de giro para estoque, como exemplo. Então, nós donos de postos estamos do lado do consumidor contra a elevação do preço do combustível.

Rafael Ribeiro, professor de economia da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) explica que o aumento no preço do barril de petróleo está diretamente ligado à pandemia de covid-19.

— O valor está subindo porque a economia está retomando com a vacinação, o que reaqueceu o mercado como um todo, puxando o preço para cima.

Já em relação à variação do dólar, além da questão sanitária, o especialista acrescenta fatores políticos.

— Neste momento, o câmbio está alto essencialmente por causa da crise política. O investidor externo fica com medo e tira o dólar do Brasil. Também temos a incerteza em relação à economia externa, que também acaba afetando.

Ribeiro ainda pontua que o valor do barril de petróleo apresentou uma redução nos últimos dias, mas ainda não é possível saber se vai refletir no bolso do consumidor.

— Essa queda foi puxada pela preocupação com o novo fechamento de alguns países por causa da variante delta.

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