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Coronavírus pode elevar déficit de MG a R$ 20 bilhões em 2020

Com exceção da área da saúde, que não será contingenciada, governo avalia alternativas à crise; novo decreto de Zema corta 49% dos gastos do Executivo

Minas Gerais|Luíza Lanza*, do R7

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Coletiva contou com a presença do secretário da Fazenda
Coletiva contou com a presença do secretário da Fazenda

Por causa da pandemia do novo coronavírus, o déficit previsto nas contas do Governo de Minas para 2020 pode passar de R$13,3 bilhões para R$20 bilhões.

Em coletiva de imprensa, na tarde desta quarta-feira (1°), o secretário da Fazenda, Gustavo Barbosa, divulgou que o impacto econômico no Estado será entre R$3 bilhões e R$7,5 bilhões


Além do pagamentos dos contribuintes, a arrecadação estadual depende, diretamente, dos setores de energia e combustíveis, que estão em queda com a paralisação das atividades. No mês de março, por exemplo, as contas públicas ficaram R$183,7 milhões aquém do esperado.

Leia mais: Governo de Minas prevê queda de R$ 530 milhões na arrecadação


De acordo com o secretário, por se tratar de um momento inicial, esse valor reflete pouco o comportamento da crise, que tende a se agravar.

Corte de gastos


Com a queda de receita estadual, a alternativa do Governo de Minas foi o corte de gastos: decreto publicado na noite de terça-feira (31) pelo governador Romeu Zema contingencia as despesas do Executivo em 49%. 

A partir do primeiro dia do mês de abril de 2020, ficam vedadas as contratações para prestação de serviços de consultoria técnica ou de locação de imóveis, limitando tais gastos a 90% do valor executado em 2019.


Em comparação aos gastos do ano anterior, as despesas com materiais de almoxarifado deverão ser limitadas em 50%, e o consumo de serviços como água, energia elétrica e gás, deverão ser limitados a 80%. As despesas relacionadas a viagens deverão ser limitadas a 40% e as de locação de veículos, consumo de combustíveis, deverão ser limitadas a 50%. 

Ficam vedadas, também, as despesas com cursos, capacitações, participação em eventos e demais gastos similares, que tenham como fonte de financiamento recursos que dependam do Tesouro Estadual.

O corte de gastos não vale a área da saúde, nem para as ações de combate à covid-19. 

*Estagiária do R7 sob a supervisão de Pablo Nascimento

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