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Corpo de bebê indígena que morreu após ser levada para UPA é enterrado neste domingo (7)

Ritual de despedida aconteceu em Brumadinho, na Grande BH; parentes de Elisa, de um mês de idade, denunciam negligência médica

Minas Gerais|Arnon Gonçalves, da Record Minas


Morre bebê indígena Arnon Gonçalves / Record Minas

O corpo da bebê indígena, Elisa, da etnia Pataxó e Pataxó Hã-Hã-Hães, de apenas um mês de idade, que morreu na tarde desta sexta-feira (5), após ser levada para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) de Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte, foi enterrado na tarde deste domingo (7), na Grande BH. Após o ritual de despedida, os familiares da criança seguiram o cortejo até uma área próxima a uma fazenda onde a tribo reside, local em que a menina foi enterrada com uma semente.

Parentes da criança denunciam negligência médica. De acordo com a denúncia de moradores, familiares teriam pedido por socorro na unidade por quatro vezes, mas não teriam sido atendidos.

Segundo a mãe, Marina Almeida Pataxó, a bebê começou a passar mal na segunda-feira. “Ela estava defecando sangue. O doutor disse que ela estava com gases presos e cólica e receitou dipirona e simeticona, remédios para dor e febre,” relatou Marina. Como Elisa não melhorou, a mãe retornou à unidade no dia seguinte e foi atendida pelo mesmo pediatra, que manteve o diagnóstico e recomendou continuar a medicação. As receitas que Marina possui são dos dias 3 e 4 de julho, onde o pediatra também sugeria que os pais monitorassem a desidratação.

Após a confirmação da morte, os indígenas se aglomeraram em frente à UPA em forma de protesto, mas de maneira pacífica. A Polícia Militar foi acionada ao local e acompanhou tudo de perto.

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Por meio de nota, a Prefeitura de Brumadinho lamentou o fato, informando que foi instaurado um processo investigativo para apurar o que aconteceu. O pediatra que atendeu a bebê foi afastado.

Veja a íntegra da nota:

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“A Prefeitura de Brumadinho confirma, com pesar, que na tarde desta sexta-feira, 06 de julho de 2024, uma criança indígena de etnia Pataxo e pataxo hã hã haes veio a óbito na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) municipal.

Imediatamente, a gestão instaurou um processo investigativo para apurar as circunstâncias da morte. Como medida preventiva, o médico responsável pelo atendimento foi afastado até que os fatos sejam esclarecidos.

Destacamos que a criança recebeu prontamente todos os cuidados pela equipe médica da emergência, que se empenhou ao máximo para reverter a situação. Informamos que não houve negativa no atendimento à criança, assim como em qualquer outro atendimento realizado no município.

Manifestamos nossas mais sinceras condolências à família e estamos profundamente consternados com o ocorrido. A Prefeitura de Brumadinho permanece à disposição para oferecer todo o suporte necessário à família neste momento”.

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