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Corpo de estudante da UFMG desaparecido estava enterrado atrás de casa em BH

Polícia localizou os restos mortais do jovem, em avançado estado de decomposição, no bairro Taquaril, na região leste

Minas Gerais|Pablo Nascimento, do R7

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Samuel desapareceu sem documentos após sair de casa para tomar açaí
Samuel desapareceu sem documentos após sair de casa para tomar açaí

A Polícia Civil confirmou, na noite de sexta-feira (24), que o corpo encontrado no último dia 10 de fevereiro no bairro Taquaril, na região leste de Belo Horizonte, é do universitário Samuel de Alvarenga Guimarães Carvalho, então com 30 anos. As causas da morte ainda são desconhecidas.

A reportagem teve acesso a um documento da investigação com indicação de que o corpo de Carvalho estava enterrado no terreno aos fundos de uma casa, em avançado estado de decomposição. Ele foi localizado com apoio do Corpo de Bombeiros e de cães farejadores.


O jovem desapareceu no dia 25 de janeiro, quando saiu de casa para tomar um açai e não voltou mais. Segundo a família, o estudante saiu sem documentos e sem o celular. Ele usava chinelos e teria levado apenas o cartão.

A polícia não informou se o jovem apresentava sinais de violência pelo corpo. A identidade dele foi confirmada por meio de exames realizados no IML (Instituto Médico-Legal). A corporação se limitou a dizer que continuam "as investigações para elucidar a motivação e as circunstâncias da morte dele". "Outras informações serão repassadas com a conclusão dos trabalhos investigativos pela PCMG", concluiu.


Uma tia de Carvalho publicou uma carta de despedida para o sobrinho. No texto, a mulher diz que "ele perdeu a vida por pura ingenuidade e por acreditar nas pessoas".

"Essa é a lembrança que guardaremos dele: um cara boa-praça, amigo de todos, muito carinhoso e atencioso. Era também um místico buscador, estudioso das religiões — uma forma de entender o mundo", destacou.


Homenagens

Samuel de Alvarenga Guimarães Carvalho, de 30 anos, cursava geografia na UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais). Ele morava na região central de Belo Horizonte com a família.


O IGC (Instituto de Geociências) da UFMG, o Diretório Acadêmico, o projeto de Extensão ao Alcance de Todos e a empresa Júnior Espaço Geográfico lamentaram a morte do colega.

"Amado por amigos e familiares, foi um ótimo acadêmico e ser humano. Sua falta já está sendo sentida por todos nós", lamentaram.

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