Minas Gerais CPI aponta falhas da Vale em barragem de Brumadinho

CPI aponta falhas da Vale em barragem de Brumadinho

Auditores fiscais do trabalho e defensores públicos foram ouvidos em reunião da CPI da Barragem de Brumadinho na Assembleia nesta quinta-feira (28)

Auditores apontaram falhas da Vale em reunião

Auditores apontaram falhas da Vale em reunião

Divulgação/ALMG/Luiz Santana

Auditores fiscais do trabalho ouvidos pela CPI da Barragem de Brumadinho na Assembleia Legislativa apontaram uma série de falhas na estrutura da barragem da Mina Córrego do Feijão, de responsabilidade da Vale.

Dentre elas estão trincas em canaletas, drenos danificados pelo trânsito de 80 cabeças de gado que cirulavam sem controle dentro da área da barragem, além de dados conflitantes de radar e cuidados de segurança abaixo dos recomendados. 

As informações constam dos resultados preliminares de uma investigação que vem sendo conduzida pela SRTE (Superintendência Regional do Trabalho e Emprego) em Minas Gerais.

Os três auditores ouvidos pelos parlamentares em sessão da CPI nesta quinta-feira (28) defenderam o endurecimento na responsabilização e na punição dos culpados e nas regras de licenciamento e fiscalização de barragens. A reunião também contou com a presença da Defensoria Pública. 

O auditor Mário Parreiras de Faria questionou as decisões operacionais tomadas pela Vale diante de sinais tão claros do iminente desastre e defendeu mudanças nos parâmetros de avaliação de barragens. 

- Não dá mais para manter a mesma metodologia, sem uma análise profunda. O que aconteceu? Não estavam todas seguras até dezembro? Tem alguma coisa errada nisso tudo.

O auditor fiscal Daniel Dias afirmou que a SRTE conta com 25 profissionais para fiscalizar 37 normas de saúde e segurança em todo o Estado.

Sonegação de informações 

A defensora pública da União Lúcia Helena de Souza Queirós disse que a empresa tentou sonegar informações após o desastre. “Tive que bater pé para conseguir levantar o mínimo de informações para atender as pessoas. O acolhimento inicial não podia ficar sob a responsabilidade da Vale”, criticou.