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Minas Gerais CPI de Brumadinho: senador entrega relatório hoje e indicia 14 

CPI de Brumadinho: senador entrega relatório hoje e indicia 14 

Depois de seis meses de trabalho, investigação na comissão do Senado Federal deve resultar no indiciamento de diretores da Vale e Tüv Süd

  • Minas Gerais | Lucas Pavanelli, do R7

Senador apresenta relatório hoje (2)

Senador apresenta relatório hoje (2)

Divulgação/Agência Senado/Roque de Sá

A primeira CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) criada para investigar o rompimento da barragem 1 da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, no dia 25 de janeiro deste ano conclui suas atividades nesta terça-feira (2) com a apresentação do relatório final.  

Criado há quatro meses, o colegiado se reuniu por 18 vezes e ouviu dezenas de pessoas, entre vítimas da tragédia, executivos da mineradora e de outras empresas e representantes de órgãos públicos.

Agora, o relator da CPI, senador Carlos Viana (PHS-MG) vai sugerir o indiciamento de 14 pessoas, incluindo diretores da Vale, mineradora responsável pela barragem que se rompeu, e da Tüv Süd, empresa alemã que atestou a estabilidade da estrutura. 

Além do indiciamento, o senador também irá propor a criação de projetos de lei para tornar a exploração de minério mais segura, além da tipificação de dois novos crimes ambientais, para tentar impedir que a tragédia se repita. 

Dentre as medidas que serão apresentadas aos colegas no Senado está a de transferir à ANM (Agência Nacional de Mineração) a responsabilidade por contratar empresas de auditoria externa que devem avaliar a estabilidade das barragens. Hoje, é a própria mineradora quem contrata essa consultoria, o que dificulta a fiscalização.

No caso da barragem de Brumadinho, um dos pontos mais controversos é o laudo de estabilidade da estrutura assinado pela empresa alemã Tüv Süd. Em depoimento à Justiça o engenheiro que assinou o laudo, Makoto Namba, diz ter sofrido pressão da cúpula da mineradora para emitir o documento. 

Após a apresentação do relatório, os demais senadores que compõem o grupo tem uma semana para sugerir alterações no texto. Após esse prazo, o relatório é votado na última sessão da comissão, marcada para a terça-feira da semana que vem (9).

A reportagem procurou as duas empresas que devem ser citadas no relatório, que preferiram não comentar antes de o documento ser divulgado. 

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