Minas Gerais Crianças de 5 a 11 anos em MG devem receber 1ª dose até março

Crianças de 5 a 11 anos em MG devem receber 1ª dose até março

Secretário de Saúde diz que início do ano letivo não será afetado; segunda aplicação deve acontecer no próximo semestre

  • Minas Gerais | Pablo Nascimento, do R7

Grupo deve começar a ser atendido ainda em janeiro

Grupo deve começar a ser atendido ainda em janeiro

Salvatore di Nolfi/EFE/EPA - 05.01.2022

O Governo de Minas Gerais calcula que a aplicação da primeira dose da vacina contra a covid-19 em crianças de 5 a 11 anos deve ser concluída no Estado até o mês de março.

A estimativa, segundo o secretário Estadual de Saúde, Fábio Baccheretti, é feita com base na previsão de entregas de dose por parte do Ministério da Saúde.

Conforme anunciado pelo Governo Federal, a expectativa é que 20 milhões de unidades do imunizante para crianças sejam distribuídas por todo Brasil até o fim do primeiro trimestre de 2022. Tradicionalmente, Minas Gerais recebe aproximadamente 10% do volume, o que daria 2 milhões de doses no período. A estimativa é que o Estado tenha 1,8 milhão de habitantes na faixa etária de 5 a 11 anos.

"O Ministério da Saúde definiu que a segunda dose vai ser aplicada com oito semanas de intervalo, então ela deve ser concluída só no segundo semestre.

A expectativa é que o grupo comece a ser atendido até o final da próxima semana, quando a distribuição de vacinas deve ser iniciada. Ao menos 370 mil menores devem ser atendidos ainda em janeiro.

Fábio Baccheretti detalha que o grupo infantil vai ser convocado por etapas para receber o imunizante, de acordo com a disponibilidade de doses. Segundo o secretário, primeiro serão chamadas as crianaças com comorbidade, seguidas daquelas com deficiência permanente e das que fazem parte de grupos indígenas e quilombolas. A ordem deve ser, preferencialmente, dos mais velhos para os mais novos.

Apesar do calendário escalonado, o início do ano letivo não deve ser afetado. "O retorno das aulas não vai ser atrelado à vacinação. Estamos vendo o crescimento de casos de uma variante que não é tão letal", detalhou o secretário.

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