Minas Gerais Deputado quer tornar obrigatória vacinação contra covid em Minas

Deputado quer tornar obrigatória vacinação contra covid em Minas

Projeto apresentado na Assembleia diz que a vacina aprovada pela Anvisa fará parte do calendário estadual e dá prioridade para pessoas em grupo de risco

  • Minas Gerais | Lucas Pavanelli, do R7

Vacina contra Sars-Cov-2 está em fase de testes

Vacina contra Sars-Cov-2 está em fase de testes

Governo do Estado de São Paulo - 21.07.2020

Um projeto de lei apresentado pelo deputado estadual André Quintão (PT) quer tornar obrigatória a vacinação contra o Sars-Cov-2 em Minas Gerais. O vírus é o causador da covid-19, que já matou mais de 8 mil pessoas no estado.

De acordo com o texto, a vacina, aprovada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), "com base em critérios técnicos que assegurem a qualidade, segurança e qualidade do produto", fará parte do calendário de vacinações do programa estadual de imunizações. Todas as vacinas desenvolvidas contra a doença estão em fase de testes.

O projeto, apresentado nesta quinta-feira (22), que conta com apenas três artigos, ainda garante prioridade para os grupos de risco para a covid-19 quando da vacinação.

Projeto foi apresentado nesta quinta-feira (22)

Projeto foi apresentado nesta quinta-feira (22)

Reprodução

De acordo com o deputado, a imunização contra o novo coronavírus é "fundamental para que grande parte da população possa ficar imune à doença" e que o estado de Minas Gerais precisa "dar passos na direção de cuidar de sua população e, nesse momento, o que nos cabe é tornar obrigatória a vacinação no Estado", conforme a justificativa apresentada no projeto.

A proposta do deputado André Quintão não cita qual tipo de vacina, se a da farmacêutica chinesa Sinovac ou da Universidade de Oxford, seria obrigatória.

Polêmica

A semana foi marcada por uma polêmica envolvendo a compra de doses da vacina chinesa, feita em parceria com o Instituto Butantan, de São Paulo. Na terça-feira (20), o ministro da Saúde Eduardo Pazuello anunciou, em reunião com governadores, um protocolo de intenções para compra de 46 milhões de doses da vacina Coronavac. 

Um dia depois, ele foi desautorizado pelo presidente Jair Bolsonaro, que afirmou que não compraria a "vacina chinesa de João Dória".

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