DER-MG notifica Arquidiocese para remover portaria colocada na Serra da Piedade
Após MP também entrar no caso, igreja parou de cobrar taxa de R$ 10 para entrada no monte localizado na cidade de Igarapé (MG)
Minas Gerais|Akemi Duarte, da Record TV Minas e Pablo Nascimento, do R7
O Departamento de Edificações e Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG) confirmou, nesta sexta-feira (3), que notificou a administração do Santuário da Serra da Piedade, controlado pela Mitra Arquidiocesana de Belo Horizonte, para remover uma portaria colocada na estrada que liga a MG-435 ao todo da Serra da Piedade, em Caeté na região metropolitana.

O órgão afirma que quer garantir "a livre circulação de veículos e pedestres na rodovia AMG-1235". "O DER-MG ainda está avaliando tecnicamente a possibilidade de restrição de circulação de veículos no segmento, por razões de segurança viária, a partir do ponto onde se encontra a Estação da Piedade até o final da rodovia", informou o departamento em nota.
Nesta sexta-feira (3), a cobrança da taxa de R$ 10 para acessar a serra foi suspensa, após a igreja ser notificada sobre a irregularidade no bloqueio da estrada e a cobrança da taxa.
O caso também é acompanhado pelo Ministério Público de Minas Gerais. O órgão pediu informações sobre o fechamento adotado no local e pediu esclarecimentos sobre como está sendo usado o dinheiro obtido com a cobrança da taxa.
O DER-MG destacou que a notificação do órgão é referente à liberação da área para circulação do público. "A cobrança de ingresso de visitação ao Santuário não cabe interferência do Departamento, sendo de inteira responsabilidade da Mitra Arquidiocesana de Belo Horizonte", informou em nota.
A Serra da Piedade é um monumento natural protegido pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional desde 1956. O local também é tombado pelo Estado e pelo município de Caeté. O portão questionado fica logo no início da subida da montanha, a cinco quilômetro do pico do monte.
Por meio de nota, o Santuário Basílica Nossa Senhora da Piedade informou que está em diálogo com o poder público na expectativa de “conseguir preservar a sua portaria, essencial para proteger os peregrinos, visitantes, o patrimônio religioso, histórico, cultural e ambiental".
Pelo comunicado, a instituição reforçou que, além de zelar pelos bens históricos-naturais, “cuida para que não sejam depredados bens naturais, com medidas de prevenção a incêndios, atropelamentos de animais, dentre outras ações". Para que isso seja feito, o Santuário justifica que é necessário que o fluxo de pessoas que acessem o território seja controlado.















