Detentas grávidas assistem à estreia de "Nada a Perder 2" em presídio
Filme foi assistido por 33 mulheres que cumprem pena no Centro de Referência à Gestante Privada de Liberdade, em Vespasiano, na Grande BH
Minas Gerais|Pablo Nascimento, do R7

O silêncio do pátio do Centro de Referência à Gestante Privada de Liberdade, em Vespasiano, na região metropolitana de Belo Horizonte, foi quebrado pelo som de cinema instalado no local, na tarde desta quinta-feira (15), na sessão de estreia do filme “Nada a Perder 2”, preparada para 33 detentas grávidas ou em fase de amamentação.
A produção, que estará em 800 salas de cinema em todo Brasil a partir desta quinta-feira, mostra os impasses sofridos pelo bispo Edir Macedo para manter a Igreja Universal em funcionamento, em meio a uma série de ataques e denúncias que o grupo religioso passou.
Entre uma cena e outra, suspiros profundos revelavam quem chorava no meio da plateia. Entre elas, Renatiele Fernanda de Moura, de 21 anos, mãe da Ana Clara, de 10 meses. A mulher conta que ficou inspirada pela história de superação.
— Minha cena favorita é quando ele sobe o Monte Sinai para falar com Deus.

As discussões feitas no filme também provocaram reflexões em Silvana Aparecida de Moura, de 22 anos. A jovem, que nunca foi ao cinema, é condenada a 11 anos de prisão. Com a filha de seis meses no colo, ela conta que teve a fé renovada com o longa-metragem.
— Me deu uma esperança no coração porque eu estou passando pelo sistema prisional e nós somos muito criticadas. Agora eu acredito que vou passar por isso tudo e vou dar a volta por cima.
A tarde fora da rotina da prisão foi organizada pela UNP (Universal nos Presídios), que é o grupo da Igreja Universal que desenvolve trabalho de ressocialização com detentos em todo país.
Famosos prestigiam pré-estreia do filme 'Nada a Perder 2'
A sessão de cinema foi acompanhada com pipoca e refrigerante preparados por 14 membros do grupo. O pastor Eduardo Santos Silva, um dos coordenadores da equipe, lembra que a proposta de levar ajuda a pessoas privadas de liberdade foi do bispo Edir Macedo, após ser preso, em 1992.
— A gente vê a satisfação no semblante de cada uma delas porque elas se veem no filme, nas injustiças, lutas e perseguições do bispo Edir Macedo.
A direção do filme é de Alexandre Avancini. No papel pricipal está o ator Petrônio Gontijo, que dá vida à história de Macedo. Ester Bezerra, mulher do bispo, é interpretada pela atriz Day Mesquita.















