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Detentos do regime semiaberto participam de ação para apagar pichações de facções em BH

Ação ocorre em oito pontos do Aglomerado da Serra e conta com a participação de detentos considerados de baixa periculosidade

Minas Gerais|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Detentos do regime semiaberto estão cobrindo pichações de facções no Aglomerado da Serra, em BH.
  • A ação é parte de uma operação integrada da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública e da Polícia Militar de Minas Gerais.
  • Iniciativa visa garantir segurança na região e enfrentar o crime organizado, utilizando a mão de obra prisional para ressocialização.
  • A operação é uma estratégia do governo para coibir atividades de organizações criminosas em áreas vulneráveis.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Internos realizam o trabalho de pintura para cobrir inscrições que fazem referência a sete facções locais Divulgação/Governo MG

Detentos do regime semiaberto estão cobrindo pichações no Aglomerado da Serra, na região centro-sul de Belo Horizonte. A ação faz parte de uma operação integrada entre a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) e a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) foi iniciada na manhã da última sexta (09) para remover siglas de facções criminosas.

A ação, que deve se estender pelos próximos dias, ocorre em oito pontos do aglomerado e conta com a participação de detentos considerados de baixa periculosidade, da Penitenciária José Maria Alkmin, em Ribeirão das Neves, na Grande BH. Os internos realizam o trabalho de pintura para cobrir inscrições que fazem referência a sete facções locais com ligação a organizações criminosas de atuação nacional.


Segundo o vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões, a iniciativa faz parte de uma estratégia mais ampla de segurança pública para a região. “O trabalho com os internos do sistema prisional integra as nossas ações para garantir a segurança e a normalidade da vida de quem mora no Aglomerado da Serra. Nós já estamos com uma operação de longo prazo, para garantir que as facções não sejam admitidas como parte da nossa normalidade. E, agora, os internos do sistema prisional estão apagando as inscrições que tenham relação com estes grupos em cada um dos pontos identificados”, afirmou.

O secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Rogério Greco, destacou o simbolismo da ação no enfrentamento ao crime organizado. “No mundo do crime, cobrir uma sigla de facção significa demarcação de território. Desta forma, estamos mostrando para eles que o estado está presente e que em Minas Gerais a criminalidade não tem vez”, disse.


Para o diretor-geral do Departamento Penitenciário de Minas Gerais (Depen-MG), Leonardo Badaró, a utilização da mão de obra prisional também tem caráter social e de ressocialização. “A Polícia Penal trabalha e atua diretamente em prol da segurança pública e no benefício para a população. Por meio da utilização da mão de obra prisional, demonstramos para a sociedade e para as organizações criminosas que o Estado se faz presente e atuante. Para os privados de liberdade representa uma oportunidade de trabalho e ressocialização, aliando-se a um importante viés social ao devolver à população um serviço produtivo e de interesse coletivo”.

O chefe do Estado-Maior da PMMG, coronel Maurício José de Oliveira, ressaltou que iniciativas como essa reforçam a presença permanente das forças de segurança no Aglomerado da Serra. “Essas ações integradas, tanto por meio de intervenções preventivas como a atuação realizada nesta sexta-feira, quanto operações de repressão qualificada, são importantes para a proteção de toda comunidade do Aglomerado da Serra e reforçam a presença constante da Polícia Militar e demais forças de segurança”, afirmou.


A operação faz parte de um conjunto de medidas preventivas e repressivas adotadas pelo governo estadual para coibir a atuação de organizações criminosas em áreas de maior vulnerabilidade social.

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