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‘Difícil dormir’: brasileiro relata tensão em Dubai durante conflito no Oriente Médio

Árbitro relata que tem enfrentado dificuldades para dormir por causa do barulho constante de aviões, caças e explosões

Minas Gerais|Do R7

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Árbitro teme que o conflito se intensifique na região Reprodução/RECORD Minas

O árbitro de vídeo Igor Benevenuto, natural de Belo Horizonte, vive momentos de incerteza em Dubai, onde mora desde agosto do ano passado. Igor atua para a Federação de Futebol dos Emirados Árabes Unidos. O contrato dele termina em maio, mas a instabilidade provocada pelo conflito no Oriente Médio, na última semana, deixou o futuro indefinido.

Igor conta que recebeu um alerta no celular orientando que todos buscassem abrigo em um local seguro pouco antes de um ataque registrado nas proximidades do consulado americano. Ele e amigos se protegeram em um estacionamento e, depois, viram a fumaça da explosão.


“Recebi um alerta no celular por volta de 8:30 falando que era para se abrigar, me abriguei, e nesse intervalo teve um ataque que atingiu o consulado americano aqui. Daqui de casa dá para ver a fumaça saindo”, contou o árbitro.

Igor relata que tem enfrentado dificuldades para dormir por causa do barulho constante de aviões, caças e explosões. “Até hoje eu não consegui dormir direito. A gente fica ouvindo barulhos de avião, tem barulhos de caça passando, às vezes a gente ouve bem longe um estrondo de algum alguma bomba”, conta.


Após quatro dias praticamente isolado no hotel, Igor decidiu sair e percebeu que parte da rotina da cidade segue aparentemente normal, com shoppings e restaurantes funcionando. Mesmo assim, ele teme que o conflito se intensifique. “A gente vê o níveis de interceptação, já tem mais de 1.000 drones que foram lançados contra os Emirados e a maioria desses foram interceptados. As pessoas aqui estão vivendo normalmente pela confiança que eles têm no governo deles”, disse.

Por precaução, o árbitro se cadastrou junto ao consulado brasileiro, mas afirma que ainda não há voos disponíveis para retorno imediato ao Brasil. A prioridade, segundo ele, tem sido dada a passageiros que tiveram voos cancelados: “Não é tão fácil quanto as pessoas acham que é só pegar ir para o aeroporto, pegar o avião e entrar e ir embora. Não é isso, tem que ter a parte diplomática que tem que ser feita com o consulado, com a empresa, não tem como você comprar voo, está tudo muito difícil".


A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou que atrasos e cancelamentos de voos relacionados ao fechamento do espaço aéreo do Oriente Médio devem ser tratados diretamente com as companhias aéreas, responsáveis pela gestão das operações.

O Ministério das Relações Exteriores informou que monitora a situação na região e mantém contato com turistas e comunidades brasileiras nos países do Oriente Médio. A pasta afirmou que acompanha especialmente os casos de brasileiros nos Emirados Árabes Unidos e no Catar.


Conflito

Novos ataques atingiram o Irã e o Líbano nesta sexta-feira (6), no sétimo dia de confrontos no Oriente Médio, enquanto Israel afirmou que pretende intensificar a ofensiva.

Durante os bombardeios israelenses, o complexo do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, morto no último sábado (28), em uma área próxima ao palácio presidencial e ao Conselho de Segurança Nacional, foi atingido.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) informou que pelo menos 192 crianças morreram desde o início da guerra no Oriente Médio.

Segundo a organização, foram 181 crianças mortas no Irã, sete no Líbano, três em Israel e uma no Kuwait.

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