Dois tremores de terra são registrados em Felixlândia, na região Central de Minas
Segundo sismólogo, pequenos tremores em Minas não são incomuns e geralmente não causam danos estruturais
Minas Gerais|Ana Paula Valentim*, da RECORD Minas

Dois tremores de terra foram registrados próximos ao município de Felixlândia, na região Central de Minas Gerais, a 194km de Belo Horizonte, nesta terça-feira (17). O primeiro abalo ocorreu às 10h11, com magnitude 2,4. O segundo foi registrado às 19h28 e teve magnitude 2,5.
Os abalos sísmicos foram detectados pelas estações da Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) e analisados pelo Centro de Sismologia da USP. A rede é coordenada pelo Observatório Nacional, com apoio do Serviço Geológico do Brasil, e é responsável por monitorar a atividade sísmica no país por meio de quase 100 estações espalhadas pelo território nacional.
Até o momento, não há informações de que os tremores tenham sido sentidos pela população.
Terceiro registro em uma semana
Este é o terceiro tremor de terra registrado em Minas Gerais apenas na última semana. No dia 11 de fevereiro, um sismo de magnitude 3,0 foi identificado no município de Montes Claros, no Norte do estado.
Segundo o sismólogo Bruno Collaço, do Centro de Sismologia da USP e da RSBR, pequenos tremores em Minas não são incomuns.
“Pequenos tremores de terra em Minas Gerais não são incomuns, muito pelo contrário. É o estado com o maior número de abalos sísmicos registrados. Os tremores naturais, na sua grande maioria, se devem às grandes pressões geológicas que atuam na crosta terrestre”, explica o especialista.
Monitoramento nacional
A Rede Sismográfica Brasileira é a organização pública responsável por acompanhar a sismicidade no país. Coordenada pelo Observatório Nacional (ON/MCTI), com apoio do Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM), a rede fornece dados que ajudam na compreensão da atividade sísmica e da estrutura interna da Terra.
As estações são operadas pelo Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP), pelo Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (UnB), pelo Laboratório Sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e pelo próprio Observatório Nacional.
Apesar dos registros recentes, especialistas reforçam que tremores de baixa magnitude, como os identificados em Felixlândia, geralmente não causam danos estruturais.
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