Edital de Prefeitura pede caixões tamanho “gordo, baleia”
Termo usado foi questionado por moradores da Três Corações (MG) que espalharam o assunto na internet
Minas Gerais|Pablo Nascimento, do R7, com RecordTV Minas

Um edital publicado pela Prefeitura de Três Corações, a 293 quilômetros de Belo Horizonte, chamou atenção por ter usado os termos “gordo” e “baleia” para definir o tamanho de caixões que deveriam ser comprados. Um morador da cidade publicou o caso nas redes sociais e levantou uma série de questionamentos.
O técnico de segurança Idaelson Costa conta que descobriu o edital despretensiosamente. “Eu tava pesquisando os editais e nos deparamos com o edital de licitação que estava usando estes termos que no nosso entendimento são antigos”, explica. O documento solicita a cotação do preço para a compra de 40 urnas tamanho “adulto especial”, "gordo, baleia”.
A equipe da RecordTV foi até uma funerária para entender a nomenclatura usada para dar nome às urnas. No local visitado, há três exemplares da urna chama de “baleia”. Elas têm dois metros de comprimento, 40 centímetros de altura e na parte de cima, que é mais aberta, são 90 centímetros de largura.
Além disso, elas são feitas de um material mais reforçado e tem as alças de ferro. Carlos Barros, gerente da funerária, explica que o termo é usado há anos.
— Os fabricantes quando vêm vender a urna, mostram os modelos pra gente. Essa “baleia” é uma urna para pessoas obesas.
Em 2007, uma funerária da cidade de Londrina, no Paraná, foi obrigada a mudar a identificação dos caixões depois que uma família se sentiu ofendida por ter que enterrar a mãe, que pesava 140 quilos, em um caixão identificado como "baleia 002". O nome saiu registrado na nota fiscal do produto. De "baleia" e "gorda", as urnas passaram a ser chamadas de "grande" e "extra grande".
Por meio de nota, a Prefeitura de Três Corações informou que não concorda com a nomenclatura usada no edital e que vai corrigir o documento.
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