Logo R7.com
RecordPlus

Em tom eleitoral, Aécio defende "qualquer saída dentro da Constituição" para Dilma  

Cercado por políticos de oposição, tucano esteve em ato que reúne 30 mil em BH

Minas Gerais|Thais Mota e Enzo Menezes, do R7, em Belo Horizonte

  • Google News
Senador afirma que saída da presidente vai levar "esperança aos lares do Brasil"
Senador afirma que saída da presidente vai levar "esperança aos lares do Brasil"
Manifestantes se concentram na praça da Liberdade
Manifestantes se concentram na praça da Liberdade

Aplaudido por manifestantes e cercado por políticos tucanos, o senador Aécio Neves (PSDB) participou na manhã deste domingo (13) de ato contra a presidente Dilma Rousseff (PT) em Belo Horizonte. Cerca de 30 mil pessoas se reúnem na praça da Liberdade, na região centro-sul.

Leia mais notícias de Minas Gerais no Portal R7


Experimente grátis: todos os programas da Record na íntegra no R7 Play

Inicialmente favorável à cassação da chapa Dilma-Temer, o que provocaria novas eleições para presidente neste ano, Aécio não descartou impeachment ou renúncia e pregou que só a queda da petista "permitirá ao Brasil sonhar com um futuro melhor".


— Hoje, qualquer saída sem a atual presidente da República, dentro da Constituição, é melhor do que estendermos esse calvário do povo brasileiro por mais alguns anos.

Com discurso parecido com o adotado no período eleitoral, quando perdeu a eleição para Dilma em 2014, o tucano afirmou que o País só voltará a crescer se Dilma deixar o Palácio do Planalto.


— Nós vamos buscar a saída para esse impasse através daquilo que a Constituição determina. O nosso sentimento é que a presidente já não tem mais condições de fazer o Brasil voltar a crescer e gerar empregos. Acima de tudo, a esperança vai voltar a habitar os lares de todo o Brasil. Estamos do lado dos brasileiros para dizer chega, basta. O Brasil merece algo melhor e vamos com a força do povo construir um novo caminho.

Aécio segue para São Paulo, onde deve se encontrar com lideranças de oposição ao governo Dilma na avenida Paulista durante a tarde.


Denúncias

Aécio Neves foi citado por três delatores na operação Lava Jato. A Procuradoria Geral da República arquivou os casos. Na última semana, vazamentos da suposta delação premiada do senador Delcídio do Amaral (PT) apontam que Aécio teria sido beneficiado em um esquema de propina em Furnas. A outra denúncia de Delcídio é que o então governador de Minas teria agido para ocultar dados da quebra de sigilo do Banco Rural, durante a CPI dos Correios, em 2005.

Aécio afirmou que "jamais tratou com Delcídio" sobre a CPI e que "em relação a Furnas é uma requentada tentativa de envolver o nome do senador em falsas acusações" . 

Político

Inicialmente convocada como protesto sem ligação com partidos, o ato reuniu vários deputados de oposição ao Governo Federal, seguindo tendência de outras capitais. Além de Aécio, o senador Antonio Anastasia (PSDB) foi acompanhado por militantes tucanos e disse que a "situação chegou a um ponto insustentável". O presidente do PSDB Minas, Domingos Sávio, afirmou que "o PT transformou esse País em um verdadeiro covil e bandidos".

Outros políticos opositores presentes foram o deputado estadual João Leite (PSDB), o vice-prefeito de BH Délio Malheiros (PV), Dinis Pinheiro (PSDB), os deputados Laudívio Carvalho (SDD), Rodrigo de Castro (PSDB), Paulo Abi-Ackel (PSDB), Arlen Santiago (PTB) e Edson Moreira (PTN), entre outros.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.