Empresário acusado de matar ex-companheira vai a julgamento em Nova Lima (MG)
Morte foi inicialmente tratada como natural, mas laudo do IML apontou envenenamento e esganadura
Minas Gerais|Regiane Moreira, da RECORD Minas

O empresário Anderson Silva Melo, de 37 anos, é julgado no Fórum de Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, acusado de matar a ex-companheira, Hayandra Santa’anna Silveira, de 33 anos, em dezembro de 2023. Na época, a morte chegou a ser tratada como natural.
No dia 8 de dezembro, o próprio suspeito acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e a Polícia Militar, afirmando que a vítima teria passado mal após sair do banho. Segundo a denúncia, ele chegou a chorar diante dos socorristas. O médico do SAMU atestou inicialmente morte natural.
No entanto, durante a necropsia no Instituto Médico Legal (IML), o legista identificou marcas suspeitas. O laudo, concluído cerca de 90 dias depois, apontou que Hayandra foi vítima de envenenamento e esganadura, confirmando homicídio.
Com o documento, a família buscou apoio jurídico para a reclassificação do caso junto à Polícia Civil. O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) também teve acesso ao laudo e solicitou o aprofundamento das investigações.
Prisão
Anderson foi preso em outubro de 2024 e permanece detido no Presídio Regional de Nova Lima. De acordo com a delegada da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), Lorena Rangel Almeida Dutra Barros, apesar de o caso ter sido inicialmente tratado como morte natural, a apuração revelou indícios consistentes de homicídio.
Ainda segundo a delegada, o suspeito demonstrou frieza ao tratar do caso e continuou negando a autoria do crime mesmo após a prisão.
As investigações reuniram provas de violência física, psicológica, sexual e financeira. Familiares e amigos relataram que Hayandra pedia ajuda com frequência e que havia episódios em que seus pertences eram jogados na rua pelo então companheiro.
Agora, a família aguarda que o julgamento represente não apenas uma resposta judicial, mas também um alerta para a necessidade de investigação rigorosa em mortes inicialmente classificadas como naturais.
O réu
Anderson Silva Melo era empresário em Nova Lima e possui registros de boletins de ocorrência por agressividade contra outras mulheres, além de medidas protetivas anteriores. O comportamento dele é descrito pela delegada como frio, mantendo a negativa do crime mesmo diante das provas técnicas.
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