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"Era o mais brincalhão", diz amigo de piloto morto em queda de avião

Allan Duarte, de 29 anos, pilotava o monomotor que caiu no bairro Caiçara, em Belo Horizonte, matando quatro e deixando outros dois feridos

Minas Gerais|Pablo Nascimento, do R7

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Duarte pilotava helicópteros e aviões de pequeno porte
Duarte pilotava helicópteros e aviões de pequeno porte

O próximo encontro de fim de ano de um grupo de amigos profissionais de aviação de Minas Gerais vai ser marcado por homenagens em memória ao piloto Allan Duarte, de 29 anos, morto após a queda de um avião monomotor, em um bairro residencial de Belo Horizonte.

Duarte, que teve 98% do corpo queimado, morreu na tarde desta terça-feira (22), no Hospital João 23, depois de um dia internado. O acidente aconteceu na manhã desta segunda-feira (21). Além do piloto, outras três pessoas morreram e duas ficaram feridas.


O jovem fazia parte do grupo formado por cerca de 15 pilotos que se reúnem todo mês de dezembro para celebrar a amizade e as conquistas. O evento é o momento em que profissionais que estão trabalhando em outros Estados e até outros países conseguem retornar a Belo Horizonte para rever os colegas.

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Duarte se formou na capital mineira, mas atuava como piloto de helicópteros em Nova Serrana, a 183 km de BH. No dia do acidente, ele estava de férias, mas fazia um trabalho extra em Belo Horizonte.

Duarte (ao centro, de marrom) vai à festa com amigos
Duarte (ao centro, de marrom) vai à festa com amigos

"Vai ser difícil pensar no nosso encontro anual sem ele”, desabafou o comandante Eduardo Barbatti, do helicóptero da Record TV Minas, que também faz parte do círculo de amigos.


Barbatti lembra que estava no ar quando viu que a aeronave de modelo SR20, da Cirrus Design, se chocou contra uma rua, no bairro Caiçara, na região Noroeste da cidade.

O comandante conta que imediatamente acionou Allan Duarte em um grupo de conversa por aplicativo para pedir informações sobre o modelo do avião, já que o amigo tinha especialidade no assunto. Sem obter resposta, poucas horas depois, o Barbatti soube que Duarte pilotava o monomotor acidentando.


— Quando eu descobri, foi devastador.

Barbatti e outros três colegas da aviação estavam no Hospital João 23 no momento em que Duarte morreu. O comandante lembra que foi impedido pela equipe médica de entrar no quarto e, por isso, não chegou a ver o amigo. Agora, Barbatti e os outros colegas planejam homenagear o piloto morto na próxima confraternização para manter viva as lembranças que têm do jovem.

— Ele era o mais brincalhão de todos, mas não deixava de ser profissional na hora certa. Ele sempre foi alto-astral, divertido e gostava de trazer todo mundo para perto.

Segundo a família, Duarte era piloto há 10 anos e tinha experiência em aviões de pequeno porte e em helicópteros. O profissional era casado e não tinha filhos. O velório do piloto acontece no Cemitério Belo Vale, em Santa Luzia, na Grande BH, onde será enterrado, às 17h, desta quarta-feira (23). Três aeronaves vão sobrevoar a areá do cortejo no momento do sepultamento.

Veja quem são os mortos e feridos no acidente:

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