Minas Gerais 'Eu quero que sirva de exemplo', diz pai de Lorenza sobre condenação de promotor em BH  

'Eu quero que sirva de exemplo', diz pai de Lorenza sobre condenação de promotor em BH  

Na época, o réu disse que a esposa havia se engasgado enquanto dormia depois de tomar medicamentos e bebidas alcoólicas

  • Minas Gerais | Eliane Moreira, da Record TV Minas

Pai de Lorenza foi quem acionou a polícia quando filha morreu

Pai de Lorenza foi quem acionou a polícia quando filha morreu

Foto/Ricardo Vasconcelos

O promotor André de Pinho foi condenado a 22 anos de prisão, em regime fechado, pelo crime de feminicídio, nesta quarta-feira (29). Ele foi acusado pelo Ministério Público pela morte da esposa, Lorenza Maria de Pinho, em abril de 2021. 

A decisão foi unânime entre os 20 desembargadores do órgão especial do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Todos seguiram o relator do caso que leu a denúncia contra André de Pinho por homicídio triplamente qualificado por motivo torpe, sem defesa da vítima.

O pai de Lorenza, Marco Aurélio Alves, falou sobre a condenação: “O que eu vim buscar hoje, neste tribunal, é que a voz da minha filha fosse ouvida. E nós conseguimos isso”.

O promotor também foi condenado a um ano, em regime aberto, por manter uma arma de fogo ao alcance dos filhos. A arma foi encontrada no quarto de um deles, que na época tinha 16 anos. 

Emocionado, o pai de Lorenza falou que espera que o caso sirva de exemplo. “Eu quero que sirva de exemplo para não acontecer outras ‘lorenzas’. Chega.”

Entenda a condenação  

Segundo a investigação da Polícia Civil e do MP, o promotor matou a esposa, de 41 anos, entre a noite do dia 1º de abril e a madrugada do dia 2 de abril de 2021, no apartamento do casal, no bairro Buritis, na região oeste de Belo Horizonte. Na época, o réu disse que a esposa havia se engasgado enquanto dormia depois de tomar medicamentos e bebidas alcoólicas.

A perícia realizada pelo IML apontou que Lorenza morreu por intoxicação e asfixia por enforcamento.

Cabe recurso da decisão, mas André não poderá recorrer em liberdade. Segundo o relator do caso, o desembargador Wanderley de Paiva, outra questão ainda a ser definida é quanto à perda do cargo de promotor, que vai depender agora de uma Ação Civil Pública.

A ação deve ser feita pelo procurador-geral de Justiça, com autorização do órgão colegiado do Ministério Público de Minas Gerais. O desembargador determinou que o procurador-geral seja notificado sobre a condenação do réu para eventual ação para perda de cargo.

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